Equipamento é capaz de compactar até 20 toneladas de resíduos; objetivo é eliminar o odor desagradável e a presença de urubus

A feira do Ceasa conta com um novo equipamento para o manejo dos resíduos sólidos gerados no local. Trata-se de uma caixa compactadora, com espaço interno de 20 metros cúbicos e capacidade para compactar até 20 toneladas de lixo. A caixa foi instalada nesta segunda-feira, 3, e começará a funcionar na terça-feira, 4.

A instalação desse equipamento faz parte do conjunto de novas atribuições que a empresa Torre assumiu, desde que assinou com a Prefeitura um contrato emergencial válido por 180 dias.

Atualmente, o lixo produzido no Ceasa é transportado em carrinhos e depositado em seis contêineres abertos, espalhados ao redor da feira. A partir de agora, os resíduos serão colocados nas mais de 20 caixas coletoras que a Prefeitura distribuiu pela feira. É nessas caixas – cada uma com rodinhas e capacidade para armazenar 240 litros de material – que o lixo será transportado pelos garis até a caixa compactadora.

Assim que a caixa estiver cheia, um caminhão irá ao local para recolhê-la, substituí-la por outra, vazia e limpa, e levar os resíduos, já compactados, para o aterro sanitário. “O chorume acaba, acaba o mau cheiro e, consequentemente, os urubus e os cachorros que ficavam ali”, explica Deocleciano de Souza Filho, coordenador de Serviços Básicos, Iluminação Pública e Posturas.

Segundo Deocleciano, é necessário que os comerciantes e frequentadores do Ceasa colaborem, depositando o lixo diretamente nas caixas coletoras. O coordenador chama a atenção também para um problema que tem sido identificado no local: pessoas que vão até lá durante a madrugada para jogar ali os resíduos de açougues e outros estabelecimentos.

“Muitos comerciantes, que não pertencem ao quadro de permissionários do Ceasa, vêm de madrugada dos seus açougues de aves ou animais, e jogam as vísceras nos contêineres. E, quando estão cheios, eles jogavam do lado. Amanhecia tudo cheio de urubus”, informa Deocleciano.

‘Conscientização’ – Com relação a isso, a Prefeitura já está se precavendo. O objetivo é reforçar a fiscalização no local através de vigilantes e de um sistema de monitoramento 24 horas, com câmeras. Está em andamento o processo licitatório para a aquisição desse equipamento. A ideia é que as pessoas que fizerem isso sejam identificadas e, posteriormente, notificadas.

“Essas pessoas serão monitoradas, serão identificadas, porque as câmeras vão identificar as placas dos carros que jogam”, conta Deocleciano. “Se continuarem, poderão até ser multadas administrativamente. A polícia administrativa vai estar de olho. Está trabalhando junto com Serviços Básicos para a gente identificar e multar. E a multa, a reincidência, pode chegar até a interdição”, diz o coordenador.

Ele explica ainda que os comerciantes que quiserem se desfazer desse tipo de resíduo podem utilizar outros métodos, sem a necessidade de recorrer a expedientes ilegais. “É mais um pedido de conscientização”, afirma. “Se caso essas pessoas estão com essas vísceras, podem vir, procurar os nossos fiscais do Ceasa, e entregar para eles. Eles levam na caixa compactadora e jogam de maneira correta”.