Esaú Matos
Postado em 20 de junho de 2026 as 11:00:33

O acolhimento humanizado às mães que perderam seus bebês durante a gestação ou que tiveram filhos com a saúde comprometida foi tema de uma palestra promovida pela Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista, mantenedora do Hospital Municipal Esaú Matos, em parceria com o Projeto Alemdador, da Faculdade de Psicologia da Uesb, realizou nesta semana a exposição Chegadas e Partidas em um dos corredores da unidade hospitalar. A ação contou palestras e foi direcionada aos funcionários do hospital.
A psicóloga e coordenadora do Pro-eto Alemdador, Dra. Monalisa Barros, realizou na noite de quarta (17) e tarde de quinta-feira (18), a palestra com o tema “Luto Perinatal: O que eu tenho a ver com isso?” Para ela, o conhecimento precisa passar pela emoção e empatia. “Dessa forma, nós vamos oferecer uma oficina que convoque as pessoas a pensarem como elas enfrentaram a morte de pessoas próximas a ela. Qual foi o processo de luto que elas viveram? Para depois fazermos uma transposição dessa situação a uma situação de morte em centro cirúrgico ou na UTI Neonatal. Vamos pensar conjuntamente formas de abordar de forma humanista, empática, acolhedora e integral as pessoas que vivem esse luto”.
- Monalisa Barros
- Renata
Ela acrescentou que é muito comum no trabalho do hospital haver uma psicoadaptação de maneira que a pessoa que convive tanto com aquela situação, que fica sendo só mais uma. “Mas, quando nos colocamos no centro e percebemos como foi conosco, talvez isso facilite a nos colocar sobre os pés de quem está vivendo”.
Para a coordenadora da fisioterapia do Esaú Matos, Renata Ferraz de Oliveira Souto, trata-se de um tema essencial para a equipe hospitalar. “Precisamos saber lidar com esse momento da mãe que é tão delicado e tentar entender o processo que ela está passando, do luto, às vezes, antecipado ao parto”. Ela acrescentou que a equipe tem que importar com a situação, ter conhecimento para melhor conduzir a situação. Para isso é importante que a equipe multidisciplinar tenha acesso a essas informações para que desde a portaria até a hora de ir embora, essa mãe possa se sentir acolhida”.







