A professora Elzita Bittencourt, que mora em Vitória da Conquista e trabalha em Itambé, além de lecionar em sala multisseriada, tem outra vocação. E mesmo sendo sua segunda opção, ela não deixa de lembrar: “ Sou professora e artesã por isso valorizo muito o artesanato”, afirmou enquanto admirava os produtos em umas das barracas montadas na Praça Nove de Novembro.

Elzita Bittencourt

Os produtos ali expostos são de artesãos do Grupo de Economia Solidária (GEP), que até sábado, 08, estarão no local comercializando. Mas, segundo a própria Elzita, por gostar muito de produtos como esses, ela no primeiro dia de feira já levou para casa um colar. “Eu amo artesanato. Eu aprecio e valorizo este trabalho porque não é qualquer pessoa que faz, precisa de muita dedicação. Não estou tendo tempo de fazer, mas compro”, comentou a professora.

A soldada do Corpo de Bombeiros, Sara Reis, também passou pela praça e resolveu conferir os colares e brincos. Para ela, a comercialização destes produtos é uma opção. “Eu acho muito bom pois é uma alternativa, porque é um trabalho diferenciado que não encontramos no comércio formal e tem um preço acessível também. Além disso, é uma forma de valorizar os artesãos da cidade”. Outra vantagem do produto artesanal, segundo a própria compradora, é que você pode pedir da forma que você quiser. “Vou levar, teve um detalhe que não gostei e ela vai personalizar para mim e vou pegar amanhã do jeito que eu quero”, disse satisfeita a cliente que chegou a pensar há tempos atrás em também comercializar cartões artesanais e se associar ao próprio GEP.

Eunice Santos

Mas quem pensou e ágil foi dona Eunice Santos, de 72 anos de idade. A artesã já tem quase 10 anos no grupo e se diz contente: “Valeu a pena fazer parte deste grupo que é uma família pra mim”. Sobre a feira que começou nessa segunda, ela declarou: “Espero que venda bem”.

A Feira de Artesanato do GEP conta com o apoio da Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico.