O grupo é o primeiro da modalidade em Vitória da Conquista

A tarde desta terça-feira (16) foi especial para um grupo de homens, que moram no território do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Nova Cidade, módulo da Praça Ceus, que se reuniram pela primeira para um bate-papo organizada pelo serviço.

Com o tema “masculinidade tóxica” que teve como facilitadoras a psicóloga Gracianny Bittencourt e a professora Ingrid Teixeira, o encontro teve por objetivo principal a abertura do grupo de homens que será implantado no serviço. A gerente do serviço Irani Aguiar aproveitou o encontro para apresentar o serviço e convida-los para participarem do grupo uma vez por mês.

O grupo também teve a oportunidade de conhecerem de perto os serviços ofertados pelo Cras

Este é o primeiro grupo de homens dos Cras de Vitória da Conquista. “O Cras é a casa da família e nós entendemos que este acolhimento voltado especialmente para os homens irá fortalecer seus laços familiares e também com a sua comunidade, por isso estamos incentivando que os outros serviços também possam organizar grupos como estes.”, Esclareceu Mickaela Oliveira França.

Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade de falar sobre a importância de ser homem nos dias atuais e dos desafios de conviver em família e em sociedade. “A sociedade cobra do homem desde a sua infância uma postura que acaba gerando muitos tabus, como a de que o homem não deve chorar, que não pode cuidar da casa, que ele deve ser o provedor do lar e que ele seja forte o tempo todo. Isso são conceitos que acabam interferindo de forma negativo em seu relacionamento com a comunidade e com a família. São conflitos que aumentam as taxas de homens com problemas com bebidas e drogas, mortes violentas e suicídio”, explicou Gracianny Bittencourt.

Hélio pretende participar dos próximos encontros

Conceitos sobre masculinidade também foram abordados pelo grupo, que de forma participativa concordaram e discordaram entre si. “Hoje eu aprendi muitas coisas, fiz muitas perguntas tirei dívidas. Este é um encontro que deve acontecer sempre, porque aqui a gente pode falar à vontade e ouvir os amigos também. Pra mim, o mais importante foi a gente descobrir que nossas qualidades também são as mesmas das mulheres e muitas vezes a gente nem pensa nisso”, comentou Hélio Freitas da Silva (64), morador do bairro Alto Marom.