A instituição acolhe meninas expostas a situações de risco, encaminhadas pelo Conselho Tutelar

O prefeito (2º a partir da esq.) e demais espectadores ouvem, atentos

No Loteamento José de Anchieta, localizado no bairro Nova Cidade, 11 meninas, com idades variadas, são acolhidas pela Fundação Amparo. Segundo os coordenadores, o pastor Gilvan Oliveira e sua esposa, Zilma, ligados à Segunda Igreja Batista, a instituição é mantida à custa de doações de terceiros e contribuições de associados. As crianças e adolescentes acolhidas – exclusivamente do sexo feminino, e sempre em situação de risco social – são encaminhadas ao local pelo Conselho Tutelar. Ali, passam a ter acesso a aulas de inglês e música, além de reforço escolar e cursos profissionalizantes, ministrados por voluntários.

Foram essas meninas que, reunidas em forma de coral, cantaram para recepcionar o prefeito Guilherme Menezes, o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Miguel Felício, e o vice-prefeito Joás Meira, que visitaram a fundação na tarde desta quarta-feira, 27. “Marcamos e viemos conhecer, porque é muito importante que haja obras assim. É muito bom somar o trabalho da Prefeitura com esse voluntarismo”, disse o prefeito, após conhecer as instalações.

Além das instalações internas, as meninas podem se divertir no parque infantil

‘Pais sociais’– Assim que chegam à Fundação Amparo, as meninas passam a conviver com um casal voluntário, que se disponibilizou a atuar no projeto como “pais sociais”. Eles passam o tempo inteiro com as meninas, desempenhando, de fato, o papel de pais. “São as pessoas que vão dar carinho, levá-las à escola, acompanhá-las nos trabalhos escolares, nas roupas e na higiene pessoal. Elas encontram o que podemos chamar de família substituta”, explicou Gilvan.

O tempo que elas passam na casa costuma ser estipulado pelo Ministério Público. No entanto, há casos em que não há limitações temporais definidas. “Algumas retornam para suas casas, outras permanecem com a gente, porque não têm seus problemas solucionados, e vão continuando aqui”, disse Zilma. “A fundação se propõe a ser um suporte num momento de crise familiar dessas meninas. Havendo a necessidade de o Conselho Tutelar tirá-las do convívio em que estão, estamos aqui à disposição para recebê-las com todo o carinho e acolhimento, dando aquilo de que elas necessitam para passar aquele momento de crise”.

“Foi um prazer ver como essas crianças e adolescentes são bem cuidadas”, afirmou o prefeito

“Foi um prazer ver como essas crianças e adolescentes são tão bem cuidadas, e dentro de uma estrutura familiar”, descreveu o prefeito Guilherme. “Existem o pai e a mãe, mesmo que temporariamente. É uma família como outra qualquer. Um exemplo muito bonito”.

Contato – Segundo Gilvan, “qualquer pessoa pode contribuir”. Para saber como fazer isso, os interessados em tornarem-se sócios ou doadores podem entrar em contato pelo telefone (77) 3421-4335, ou pelo e-mail amparo@fundacaoamparo.com. Para quem quiser se apresentar de forma presencial, o escritório da Fundação Amparo fica na Avenida Lauro de Freitas, 185, Centro.