Em situações de crise emocional, nem sempre é possível contar imediatamente com um profissional especializado. Muitas vezes, o primeiro contato acontece com alguém que está por perto, um colega de trabalho, um amigo ou familiar. Saber acolher, ouvir e identificar sinais de sofrimento pode fazer diferença. Foi com esse propósito que a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio do Núcleo de Atenção à Saúde do Trabalhador (Nast) e do Programa Felicidade Interna do Servidor (FeliS), realizou uma roda de conversa sobre Primeiros Socorros Psicológicos (PSP).

A atividade foi voltada aos servidores lotados no Nast e na Seplag e teve como mediadora a psicóloga Emanuelle Faneli. O encontro abordou conceitos e estratégias de acolhimento a pessoas que estejam passando por situações de crise emocional, além da importância da escuta empática e da identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico.

Os Primeiros Socorros Psicológicos são uma forma de apoio inicial oferecida a uma pessoa que vivencia uma situação de crise. A proposta não substitui o acompanhamento de profissionais de saúde mental, mas busca oferecer acolhimento, segurança, escuta e orientação adequada até que a pessoa possa receber o suporte necessário.

Para a coordenadora de Gestão de Pessoas da Seplag, Sandra Lira, discutir os cuidados com a saúde psicológica no ambiente de trabalho é fundamental, especialmente porque situações de emergência emocional podem acontecer a qualquer momento. “Ter um profissional treinado para esse primeiro socorro é fundamental para garantir o bem-estar não só do colega, mas do meio em que ele está inserido”, destacou.

Coordenadora de Gestão, Eliene Meira também participou da capacitação e ressaltou que a empatia e a disposição para ouvir são fundamentais nesses momentos. Segundo ela, o ambiente de trabalho também pode ser um importante espaço de apoio, já que os servidores passam grande parte do dia ao lado dos colegas.

“Nós estamos suscetíveis a problemas emocionais e, muitas vezes, nesse momento, quem está ao nosso lado são os colegas de trabalho, afinal, a gente passa boa parte do nosso dia trabalhando”, afirmou.

Cuidado começa pela escuta

Mais do que apresentar conhecimentos técnicos, a roda de conversa buscou sensibilizar os participantes para a importância de construir relações de trabalho baseadas no respeito, na escuta e no acolhimento.

De acordo com a gerente do FeliS, Leila Lopes Campos, a iniciativa está relacionada à necessidade de fortalecer a atenção à saúde mental dentro das organizações e ampliar a capacidade de identificação e manejo inicial de situações de crise.

Emanuelle e Leila

“A iniciativa fundamenta-se na relevância técnica e estratégica da saúde mental no contexto organizacional. Capacitar os servidores para o manejo e identificação precoce de crises emocionais fortalece a rede de suporte interpessoal, permitindo intervenções iniciais qualificadas tanto no ambiente laboral quanto nos demais espaços comunitários e sociais”, explicou.

Leila destacou ainda que a proposta vai além da transmissão de conhecimentos. “Mais do que a transmissão de conhecimentos teóricos, a atividade objetivou a sensibilização dos participantes para a promoção de um ambiente de trabalho pautado na escuta empática, no acolhimento e na redução do estigma associado ao sofrimento psíquico”.

A ação integra as iniciativas da Seplag voltadas à valorização dos servidores e à promoção da saúde integral no ambiente de trabalho. “A ação reafirma o compromisso da gestão pública com a valorização contínua e a promoção da saúde integral do servidor”, concluiu Leila.