Projeto “Pequenos Leitores, Grandes Conquistas” transforma escolas em espaços de incentivo à leitura
Educação
Postado em 9 de setembro de 2026 as 09:00:21

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) segue desenvolvendo, nas escolas, atividades especiais do projeto “Pequenos Leitores, Grandes Conquistas”. A iniciativa, que visa fortalecer a leitura e a escrita, também distribui diferentes obras literárias aos estudantes, com o objetivo de incentivá-los a montar um acervo pessoal. Na última sexta-feira (4), a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida realizou o lançamento do projeto e a entrega dos kits literários.
Apresentações teatrais e musicais marcaram a programação do evento, que reuniu pais, alunos e professores em uma manhã imersa no mundo dos personagens dos contos infantis.
Aos 11 anos, Pedro Davih Vieira, aluno do 5º ano, já tem a leitura como um hábito do dia a dia, a partir do incentivo da escola. Amante de histórias que reforçam a sua identidade, ele acredita que o projeto também vai ajudar outras crianças a desenvolverem o hábito da leitura. “Aprendi a gostar da leitura aqui na escola e, hoje em dia, ela faz parte da minha vida. Gosto de livros que falam sobre a África, a história do Brasil, o samba e a capoeira, porque a gente se conecta com os nossos ancestrais. Quando a gente pega um livro e percebe que ele tem a ver com a gente, é muito bom. Acho que esse projeto vai incentivar muitas crianças e mostrar para elas que ler é bom e que os livros também são muito legais”.
Dentro da escola, os estudantes também encontram referências que inspiraram o gosto pela leitura. É o caso de William Cabral, instrutor de capoeira na unidade e autor do livro infantil “Dona Neusa e os meninos da capoeira”. A obra surgiu da necessidade de trazer histórias reais para as crianças da periferia da cidade, uma forma de fortalecer a identidade e valorizar a cultura presente na comunidade escolar.
- Pedro Davih
- William
- Jaqueline
“Quis trazer uma história real (a minha e a do meu irmão) para mostrar como a capoeira, a educação e a arte podem transformar vidas. Hoje, como professor e autor, quero que os alunos tenham uma referência próxima e percebam que também podem transformar suas próprias histórias. Projetos de leitura como este são fundamentais para incentivar, desde cedo, o hábito de ler e formar crianças com autonomia, conhecimento de mundo e consciência do seu papel na sociedade”, destacou William.
Para Jaqueline dos Santos, mãe de um dos alunos do 2º ano, o projeto é uma oportunidade para fortalecer a parceria entre a escola e a família. “A leitura e a educação são tudo na vida da gente. Em casa, também fazemos a nossa parte, porque não adianta só a cobrança dos professores; os pais também têm que incentivar. Isso ajuda bastante nessa fase de crescimento e desenvolvimento”.
Na Escola Municipal Tenente-Coronel Manoel Joaquim Pinto Paca, as atividades têm sido desenvolvidas a partir de uma iniciativa própria, integrada aos “Pequenos Leitores”: o projeto “Ler é crescer: uma viagem pelo mundo da leitura”. Por lá, os estudantes receberam passaportes especiais para documentar cada viagem feita através das páginas dos livros.
Como uma forma de fortalecer o hábito, a escola estabeleceu um método diferente: a cada leitura, os estudantes acumulam pontos que podem ser trocados por prêmios, todas as sextas-feiras, no “Aeroporto da Leitura”, espaço montado especialmente para isso, como explicou a coordenadora pedagógica, Juliana Caetano.
“Cada aluno ganhou um passaporte da leitura, onde preenche o título, a data e os personagens principais. A cada sexta-feira, levam um livro e uma ficha para preencher. A cada livro lido, são dois pontos, que podem ser trocados por brindes. O objetivo não é tanto a premiação, mas resgatar o interesse pela leitura. E tem surtido efeito, porque eles estão lendo bastante, sempre com foco na qualidade”, disse ela.
- Juliana
- Ana Bella
Ana Bella Oliveira, de 11 anos, já acumulou pontos suficientes para trocar por suas primeiras recompensas. Para ela, essa é uma forma de descobrir novos mundos e expressar a própria criatividade. “Eu sempre gostei muito de ler, sempre achei muito interessante, e acho que é muito importante que a escola incentive as crianças a conhecerem novos mundos”.



















