Desenvolvimento Social
Postado em 24 de julho de 2026 as 17:00:11

O evento reuniu a comunidade para homenagear e dar protagonismo a mulheres negras
A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), realizou, na tarde desta sexta-feira (24), uma programação especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela. O evento aconteceu no Centro Integrado de Direitos Humanos (CIDH) e reuniu representantes do poder público, movimentos sociais, comunidades quilombolas, usuários dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e a comunidade em geral para um momento de reconhecimento, diálogo e valorização da trajetória das mulheres negras.
Com o tema “Mulheres negras em movimento: inspirando, escrevendo e reescrevendo histórias”, a iniciativa integrou as ações do eixo de equidade racial do Selo Unicef. A programação teve início com uma apresentação cultural de ciranda, realizada por mulheres que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos dos Cras. Em seguida, foi composta a mesa de honra, formada pelo secretário municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos, Michael Farias; pelo coordenador municipal de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves; pela presidente do Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mariana Aquino; pela vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Leda Freitas; e pela mobilizadora do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca), Laís Senna.
Para o secretário Michael Farias, a realização do evento reafirma o compromisso do Governo Municipal com o fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial. “Este momento reafirma o compromisso da Prefeitura com a visibilidade das mulheres negras e com o fortalecimento de políticas públicas que enfrentem todas as formas de racismo. Nosso papel é integrar ações que ampliem o acesso a direitos e enfrentem também a misoginia e os reflexos do machismo na vida das mulheres negras. Esse é um compromisso permanente da gestão municipal”.
- Michael
- Ricardo
O coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves, destacou que a proposta deste ano buscou promover um diálogo entre diferentes gerações de mulheres negras. “Nosso objetivo foi reunir meninas, jovens, mulheres adultas e idosas para compartilhar histórias, experiências e inspirações. Essa troca entre gerações fortalece a identidade da mulher negra e contribui para enfrentar o racismo estrutural e institucional, mostrando que essas trajetórias precisam ser reconhecidas e valorizadas”.
Data reforça luta histórica por igualdade e direitos
Celebrado em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha surgiu em 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. A data foi criada para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra o racismo, o sexismo e as desigualdades sociais. No Brasil, também é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola que se tornou símbolo da resistência negra e indígena.

Mariana
Durante o evento, a presidente do Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mariana Aquino, destacou que a data representa tanto um momento de celebração quanto de reafirmação da luta por direitos. “Hoje celebramos a nossa trajetória e o nosso percurso histórico, mas também reafirmamos esse processo de resistência e de busca pelo bem-viver da mulher negra. Enquanto conselho, nosso papel é construir caminhos, fortalecer o protagonismo dessas mulheres e contribuir para que elas tenham acesso aos seus direitos e possam viver com dignidade e igualdade.”
Homenagens reconhecem trajetórias que inspiram novas gerações
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem a mulheres que se destacam por suas contribuições à sociedade conquistense em diferentes áreas. Receberam homenagens a educadora Aracy Bonner, natural de Cabo Verde e referência na área da educação inclusiva; a liderança quilombola Enita Maria de Jesus Santos, moradora da comunidade Alto da Cabeceira; a presidenta da Associação Quilombola do Alto da Cabeceira, Sueli Souza de Carvalho; e a adolescente Raquel Lima da Silva, integrante do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca), reconhecida pelo protagonismo juvenil. As trajetórias das homenageadas representam diferentes gerações e reforçam o papel das mulheres negras na educação, na liderança comunitária, na juventude e na promoção da cidadania.
Após a entrega das homenagens, foi realizada a roda de conversa “Mulheres negras em movimento: inspirando, escrevendo e reescrevendo histórias”, mediada pela educadora Aracy Bonner, que também foi uma das homenageadas.
- Aracy
- Sueli
Para Aracy, a celebração tem papel fundamental na construção da consciência coletiva sobre a luta das mulheres negras. “Essa é uma data muito importante porque fortalece a conscientização da sociedade sobre a luta das mulheres negras. Celebramos a história de quem abriu caminhos antes de nós e reafirmamos a importância de continuar conquistando direitos, ocupando espaços e inspirando as novas gerações de mulheres negras”.
Homenageada durante o evento, a líder quilombola Sueli Souza de Carvalho destacou o significado do reconhecimento. “Receber essa homenagem é motivo de muita felicidade. A mulher negra ainda enfrenta o racismo, a discriminação e muitas desigualdades, mas momentos como este mostram que nossa luta tem valor e que estamos conquistando espaços. É um incentivo para continuarmos buscando direitos e igualdade para todas as mulheres”, pontuou


























