Os agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) participaram, na tarde desta quarta-feira (3), de um momento de Escuta e Acolhimento promovido pelo Núcleo de Atenção à Saúde do Trabalhador (Nast). A ação teve como objetivo oferecer suporte emocional aos servidores que atuam diretamente nas ruas, lidando diariamente com situações de conflito, cobranças e pressão no exercício da fiscalização urbana.

A iniciativa surgiu após solicitação encaminhada pela coordenação de pessoas e pela Gerência de Posturas da Sesep, em parceria com a Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi) e o Nast. Segundo a psicóloga organizacional do Nast, Leila Lopes, o encontro foi pensado para acolher os profissionais e trabalhar aspectos ligados à inteligência emocional, pertencimento profissional e cuidado com a saúde mental. “O acolhimento é justamente para entender como esses servidores estão emocionalmente neste momento, identificar as emoções, trabalhar a inteligência emocional e também reforçar o pertencimento deles à profissão. Não é um espaço de julgamento, mas de cuidado”, destacou a psicóloga.

Leila Lopes, psicóloga do Nast

O Nast atua na promoção da saúde física e mental dos servidores municipais, desenvolvendo ações preventivas, acompanhamentos e atividades voltadas ao bem-estar no ambiente de trabalho. Entre as iniciativas promovidas pelo núcleo estão atendimentos psicológicos, ações educativas, orientações de saúde ocupacional e momentos de acolhimento para equipes que enfrentam situações de desgaste emocional ou pressão cotidiana.

No caso dos agentes de fiscalização, o trabalho do Nast busca fortalecer emocionalmente os profissionais que atuam diretamente com o público e que, muitas vezes, enfrentam resistência durante o cumprimento de suas funções.

Os agentes de fiscalização da Sesep desempenham um papel essencial na organização dos espaços públicos e no ordenamento do comércio formal e informal do município. O trabalho é realizado com base no Código de Polícia Administrativa do Município, instituído pela Lei nº 695/93, que estabelece regras para ocupação de espaços públicos, funcionamento do comércio e manutenção da ordem urbana.

Entre as atribuições da fiscalização estão o controle do comércio ambulante, a organização das calçadas e vias públicas, a fiscalização de ocupações irregulares e o acompanhamento do cumprimento das normas municipais.

Supervisor em Posturas, Ananias Júnior destacou que muitas vezes o trabalho da fiscalização é incompreendido pela população. “Se não existisse a fiscalização de posturas, o centro da cidade viraria uma feira livre. O terminal estaria tomado por barracas e lonas nas calçadas. Muitas pessoas não entendem que nosso trabalho é garantir a organização e cumprir a lei”, afirmou.

Ananias Júnior, Supervisor em Posturas

Ele também ressaltou a importância de ações de acolhimento para os servidores. “Normalmente as pessoas só criticam, mas não conhecem a importância da fiscalização. Momentos como esse são fundamentais para ouvir os fiscais e reconhecer o trabalho que eles realizam diariamente”, completou.

Joelson Moreira, Gerente de Posturas da Sesep

Gerente de Posturas da Sesep, Joelson Moreira explicou que os fiscais estão diariamente nas ruas, lidando com situações delicadas e enfrentando resistência por parte de pessoas que não aceitam ser fiscalizadas. “Grande parte da população não gosta de ser fiscalizada, mas nosso trabalho é justamente manter a ordem pública e garantir o cumprimento das normas do município. Muitas vezes encontramos pessoas que acreditam estar corretas, mas precisamos fazer o ordenamento da cidade”, explicou.

Segundo ele, o momento promovido pelo Nast atende a uma demanda antiga dos próprios fiscais e representa um importante passo no cuidado com os servidores que atuam diretamente na linha de frente da fiscalização urbana.