Na última semana, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) promoveu uma série de atividades com os usuários da Unidade Municipal de Acolhimento, a fim de alertá-los sobre como prevenir, identificar e denunciar caso sejam vítimas de violência sexual. As atividades fazem parte da campanha municipal Faça Bonito: Escutar é Proteger, que começou no dia 18 de maio e se encerra nesta terça-feira (28).

A iniciativa possibilitou que as crianças tivessem momentos para refletir e combater situações de violência e exploração sexual. A primeira atividade foi uma roda de conversa com a pedagoga da unidade, Neiva Campos, que apresentou a campanha e explicou que a flor amarela, símbolo do 18 de Maio, representa a infância, demonstrando beleza e também vulnerabilidade. “Por isso, quando as crianças precisarem de ajuda, devem procurar por um adulto de confiança”, relatou.

As flores feitas pelas crianças foram colocadas na Praça Norberto Aurich com o objetivo de sensibilizar a comunidade

Nos dias seguintes à roda de conversa, as crianças participaram da dinâmica do semáforo, no qual construíram um manequim e, através das cores verde, vermelho e amarelo, apontaram quais partes do corpo não podem ser tocadas por estranhos. Elas também montaram flores amarelas de papel fazendo alusão à campanha. “O intuito principal é o de orientar as crianças, pois elas estão mais vulneráveis que nós adultos a casos de violência. Durante a campanha do 18 de maio, temos um mês de ações dedicadas a debater esse tema”, ressaltou Neiva.

As dinâmicas se encerraram em um piquenique, na Praça Norberto Aurich, onde as crianças puderam desfrutar de uma tarde de lazer e diversão. A gerente da Unidade de Acolhimento, Marcela Sena, ressaltou que, como algumas das crianças recebidas na unidade já vem de um contexto de violência, a campanha acaba adquirindo uma importância ainda maior. “Esse é um momento de conscientização para as nossas crianças, em que trazemos informação para elas. Essa é uma forma não só de prevenir casos de abusos, mas também de garantir que eles saibam procurar ajuda e denunciar caso vejam situações desse tipo acontecendo”, afirmou Marcela.