Gabinete da Semdes

Na manhã desta quarta-feira (8), no gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social (Semdes), foi realizada uma reunião com grupos de capoeira de Vitória da Conquista com o objetivo de entender as demandas dos grupos existentes no município e visibilizá-los.

A reunião, sugerida pelo secretário da Semdes, Michael Farias, contou com a participação da diretora de Assistência Social, Irlane Gomes, da gerente do Cras Rural, Gleisse Oliveira, do coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves, e da coordenadora de Proteção Social Básica, Eliane Amaral.

“Este momento aqui é o início de uma forte relação que estamos estabelecendo para fortalecer a capoeira nos diversos territórios do município. Então, nós organizamos este primeiro encontro para saber qual é a dimensão desta prática na cidade, quantos grupos, quantos capoeiristas, para que a partir destas informações nós possamos apoiá-los”, explicou Michael, que destacou também a importância da capoeira no combate ao racismo, violência e demais vulnerabilidades que ocorrem nos territórios em que os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) estão inseridos.

Representantes de quatro grupos de capoeira

Segundo o mestre Dendê, em Vitória da Conquista há 26 grupos de capoeira e cerca de cinco mil capoeiristas. “Antes da pandemia chegamos a 10 mil capoeiristas, mas com o fechamento das escolas, esse número diminuiu e agora estamos aguardando o retorno das aulas para retomarmos os números de antes”, esclareceu Dendê.

Durante a reunião, foi discutida a formalização dos grupos para que eles possam ser contratados por meio de editais públicos, e também ficou acordado um levantamento sobre quantos grupos estão legalizados e quantos querem fazer o registro. Para o mestre Acordeom, que tem 37 anos atuando na área, a reunião foi muita boa, pois mostrou o interesse do Governo Municipal em auxiliar o setor. “Nós agradecemos a atenção e o cuidado, temos certeza de que esta parceria com a Semdes poderá favorecer os novos capoeiristas e aqueles mestres que já não podem mais trabalhar nesta área e precisam da assistência do governo”, declarou Acordeom.