O IV Festival de Cinema de Bate Pé, realizado no último sábado, 24, no Centro Educacional Eurípedes Peri Rosa, é mais um resultado da parceria entre a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e o Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo UESB. Desde que foi organizado pela primeira vez, em 2009, o evento utiliza o cinema como um instrumento de debate e reflexão para a formação de crianças e adolescentes. A professora de Inglês da unidade escolar acompanhou de perto a produção da versão audiovisual da obra de Shakespeare, Othello. “O festival de cinema é muito importante para os alunos, porque no momento lúdico da produção eles são fantásticos. Eles brincam, mas na hora de atuar são muito comprometidos e capazes. É surpreendente ver o desempenho de cada um no festival”, afirmou a professora.

A estudante da 8ª série, Maria Luísa Santos, uma das roteiristas e diretoras do filme Othello, que foi premiado em três categorias (melhor filme de temática universal, melhor direção e trilha sonora), também comentou a experiência de participar do evento. “Já é o 3º ano que participo, e eu acho o projeto bem educativo, porque aprendemos brincando. Os alunos precisam de atividades além da rotina da sala de aula, e ainda bem que a nossa escola está sempre inovando com o festival e o projeto de leitura. É fascinante olhar nossos filmes prontos”.

O estudante Gabriel Silva foi premiado no festival como melhor ator estreante e melhor ator, na categoria geral. “Eu não esperava essas duas premiações. Gostei muito de homenagear Luiz Gonzaga e vou me preparar muito mais para o próximo festival”, disse. Para a mãe do aluno, Edma Prado Silva, o festival evoluiu muito nesta quarta edição. “Foi especial ver a participação do meu filho nesse projeto tão bom e vê-lo receber tantos elogios. Fiquei muito emocionada, porque ele está passando por experiências que eu não passei e tenho certeza que ele vai ser alguém muito especial no futuro”, explicou.

A dona de casa, Gizelda Dias Galvão, veio da Fazenda Pau Ferro II com suas duas filhas, Gisele e Isabela, para prestigiar o evento. “Fiz questão de acompanhá-las, porque eu acho o festival muito bonito e eu apoio a iniciativa da escola. Eu adorei esse ano, assim como os anteriores”.

O resgate das origens nos curtas-metragens dos alunos é, segundo a espectadora Nilza Nice Silva de Deus, um aprendizado riquíssimo. “Eu acho muito importante os alunos conhecerem as origens do povo nordestino a partir das obras de Luiz Gonzaga. Isso traz recordações para todos nós e conhecimento para eles, que não viveram nessa época”. O senhor Moacir Moreira Dias partilha do mesmo pensamento. “É um projeto muito bonito e bom, tanto para a nossa localidade quanto para os alunos. É uma atividade a mais para eles, atividade que só acrescenta no aprendizado da sala de aula”.