Neste 10 de outubro, quando o Hospital Esaú Matos completa 13 anos de municipalização, histórias como a que você vai conhecer a seguir exemplificam bem a importância desse equipamento para a cidade

Nara Rebeca ao lado de seus pais Aroma e Laércio(Foto: Arquivo Pessoal)

A história de Nara Rebeca é um “milagre” contado, por meio de fotografias, pelos corredores do Hospital Municipal Esaú Matos, administrado pela Fundação de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC). “Já ouvi relatos de vários pais que passaram pelo que nós passamos dizendo que, quando viram a foto da minha filha, pediram a Deus para que seus filhos internados na UTI também sobrevivessem”, lembra Aroma Silva Viana de Carvalho, mãe de Rebeca, que no último dia 4 completou 12 anos.

A gestação de Aroma foi tranquila até o sétimo mês de gravidez, como apontavam os exames pré-natal. Por algum motivo, que ela não sabe explicar, perdeu líquido amniótico, mas só descobriu o fato depois de três dias. “Eu costumo dizer que foi um milagre tudo o que ocorreu até a descoberta. Eu não sabia que tinha perdido líquido até fazer uma ultrassonografia. Nesse momento, fui encaminhada para o Esaú”, contou.

Nara Rebeca recebendo os cuidados da equipe da UTI Neonatal (Foto: Arquivo Pessoal)

Com a UTI recém-inaugurada, o Esaú passou a ser referência para partos de alto risco, o que possibilitou o acolhimento de Aroma, que foi internada e submetida, no dia posterior, a uma cesariana. Às 17h, do dia 4 de outubro de 2002, Nara Rebeca nasceu. “Eu não sabia o sexo, quando o médico falou que era uma menina, fiquei feliz. Mas, no mesmo momento, também fiquei preocupada com o seu peso de 1,2 kg”.

Nara no Berçário de Baixo Risco (Foto: Arquivo Pessoal)

Nara Rebeca foi encaminhada rapidamente para a UTI Neonatal, onde ficou por dois dias, depois foi para a semi-intensiva e, finalmente, para o Berçário de Baixo Risco (BBR). “Foram dois meses de muita luta. No início, ela perdeu peso; depois, foi recuperando. Era uma alegria cada grama conquistada, dia a dia”.

Quando recebeu alta, Nara estava com pouco mais de 1,9 kg e sem nenhuma sequela – completamente saudável. “Foram dois meses que passamos ali e parecia que eu estava dentro de casa. Os profissionais que trabalham no Esaú, principalmente na UTI, são anjos. Tenho todos eles no meu coração”, ressaltou Aroma.

Painel de agradecimento que os pais enviam, anualmente, ao Esaú Matos (Foto: Arquivo Pessoal)

Após a alta médica, Nara continuou sendo assistida pelo Esaú por meio do ambulatório de follow-up, setor responsável pelo acompanhamento mensal dos bebês que passam pela UTI. “As pessoas precisam visitar a UTI do Esaú, pra ver a maravilha que é e pra dar valor”, enfatizou Aroma.

Como agradecimento à equipe do Esaú, anualmente, os pais de Nara (Aroma e Laércio Souza Carvalho), enviam para o Esaú pôsteres com fotos da filha, para mostrar o seu crescimento e incentivar os pais que estão passando pela mesma situação que viveram há 12 anos. “Agradeço a Deus porque Ele quis dar vida a Rebeca e agradeço também a todos os funcionários do Esaú, porque fui muito bem tratada, não sei se fosse particular se eu receberia este tratamento”, concluiu.