Pessoas interessadas em discutir cidadania, direitos e políticas públicas para as jovens mulheres estiveram reunidas, na manhã deste domingo, 12, para participar de uma das rodas de conversa do Festival da Juventude – Ano II. A atividade foi realizada na sede da Academia Conquistense de Letras, que fica no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.

Raquel Souzas, professora

No debate, foram discutidos, entre outras questões, aspectos relacionados ao empoderamento, autonomia, participação, controle social e políticas públicas destinadas às mulheres jovens. Para a professora da UFBA, Raquel Souzas, ações como essas são muito importantes. “Essas iniciativas são relevantes, inclusive as que partem do poder público e têm como objetivo dar visibilidade não somente aos problemas, mas apresentar soluções para que essas jovens ocupem os espaços que lhes pertencem”,

Ana Maria Batista, coordenadora de Autonomia da SPM

Segundo a coordenadora de Autonomia da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, Ana Maria Batista, o Festival da Juventude “é mais um espaço que o Governo Municipal encontrou para propor políticas públicas para a juventude na sua diversidade. Esse é um momento importante de troca de experiências e de atividades culturais que permite aos jovens conhecerem outras formas de se expressar.”

Luciana Mandelli, do coletivo Catingueiras

Já Luciana Mandelli, do coletivo Catingueiras e do Instituto Paulinne Reichstul, que na edição passada do festival participou como ouvinte, lembrou “que é fundamental a Prefeitura Municipal ajudar a fornecer informações, além de um conjunto de possibilidades para juventude colocar suas diversas opiniões”.

Airane Lima, universitária

A estudante de fisioterapia da Uesb, campus de Jequié, Airane Lima Cunha, destacou os debates políticos e a estrutura física do festival. “A programação cultural e política está maravilhosa. A estrutura é excelente; eu percebi placas de sinalização em todos os lugares onde acontecem as atividades, o que facilitou a localização das pessoas de fora”, realçou.

Valorização das mulheres –As mulheres conquistenses alcançaram avanços significativos no que diz respeito à garantia de seus direitos. A Prefeitura de Vitória da Conquista contribuiu, nesse sentido, com uma série de ações, entre elas, a implantação do Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos/Crav. A instituição oferece acompanhamento psicológico, social e jurídico, disponibilizando orientação e informação às mulheres em situação de violência. Os Centros de Referência de Assistência Social/Cras também desenvolvem ações de valorização e fortalecimento da população feminina. Além dessas ações, o Núcleo de Inclusão Produtiva e o grupo de Economia Solidária oferecem diversos cursos de capacitação para as mulheres.
Na área de saúde, Vitória da Conquista possui o Hospital Municipal Esaú Matos, único hospital materno-infantil público do interior da Bahia que conta com uma UTI neonatal, banco de leite humano e outros serviços especializados. Já as creches municipais permitem que as mães trabalhadoras tenham a tranquilidade de deixar seus filhos em um ambiente com profissionais especializados e atendimento humanizado.