Os coletivos, associações e movimentos sociais também marcaram presença na abertura do III Encontro de Travestis e Transexuais da Bahia, realizada na noite dessa terça-feira, 13. O evento visa reforçar que a transfobia desencadeia e realimenta processos discriminatórios, representações estigmatizadas, processos de exclusão, dentre outros.

Milena Passos

A presidente da Associação Nacional travestis e Transexuais, Milena Passos, se emocionou na ocasião e afirmou: “Eu me recordo do primeiro encontro que eu participei, a trancos e barrancos. Sinto-me orgulhosa porque esse encontro está no interior e não na capital e nós temos outras meninas que estão aqui. Eu quero ver a Bahia sem transfobia, homofobia e lesbofobia”.

A presidente do Coletivo Finas, Rafaela Sousa, também expressou sua satisfação em ver o evento se concretizar. “Esse encontro é uma realização pessoal e social para mim. É um privilégio trazê-lo pra Vitória da Conquista, uma cidade ainda muito fechada e com muitos tabus. É muito importante discutir esse reconhecimento que a gente tanto deseja”, salientou.

Conferência Magna– O evento contou ainda com a participação do diretor e representante Nordeste da Associação Nacional de Homens Trans, Luciano Palhano, que ministrou uma conferência magna, “Respeito e dignidade é o que queremos, em busca da visibilidade de nossa identidade social”. A atividade abordou a temática da identidade e a construção de respeito às questões de gênero.

“É realmente uma conquista iniciar um encontro com a palavra de um homem trans, porque nós fomos negligenciados por muito tempo. Falar disso é importante para o Movimento Trans. Nós estamos vivendo um momento histórico”, afirmou o conferencista.

Exposição– No foyer do Centro de Cultura, os participantes eram recebidos por uma exposição erótica, assinada pelo artista Xico Costa Lima, onde foram expostos perguntas e desenhos eróticos artesanais livres. “Foi surpreendente. Primeiramente, as perguntas no chão; são coisas tão simples que você só sente, mas nunca parou pra pensar. Depois, eu subi o olhar pra ver a exposição. Aí, outra surpresa, é um mundo diferente do meu. A homossexualidade é uma árvore com vários ramos, digamos que eu estou num outro ramo”, afirmou a estudante universitária Gabriela Figueiredo, 19.