Na noite dessa terça-feira, 4, a Escola Municipal Paulo Setúbal, no distrito de Inhobim, zona rural de Vitória da Conquista, realizou a sua I Mostra de Cinema Estudantil. Foram exibidos 17 filmes, produzidos pelos alunos do 6º ao 9º ano e premiados em onze categorias. A mostra integra várias ações realizadas nas unidades escolares da rede municipal, com o objetivo de inserir a arte cinematográfica no processo de ensino-aprendizagem, aproximando o cinema das diversas áreas do conhecimento e o público estudantil da narrativa audiovisual.

“Estou muito feliz com o sucesso da mostra e com a qualidade dos filmes. Os alunos procuraram retratar as dificuldades de Inhobim e tiveram toda a liberdade para falar da realidade deles. O trabalho foi muito gratificante”, disse a coordenadora pedagógica da escola, Lídia Lemos.

O professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Glauber Lacerda, foi um dos jurados da mostra. “Particularmente, eu venho acompanhando a participação dessas crianças e adolescentes em eventos como a Mostrinha de Cinema Infantil e percebo que eles têm se aprofundado nas produções. Algumas me surpreenderam pela forma como os alunos se apropriaram de determinados elementos na expressão artística”, afirmou.

A experiência do Festival de Cinema de Bate-Pé contribuiu de forma decisiva para a criação da I Mostra de Cinema Estudantil de Inhobim. “Eu já fui professor aqui da escola e os meninos são muito criativos. Fiquei impressionado com a qualidade dos filmes e com alguns temas. Alguns alunos conseguiram intercalar outras disciplinas e é isso que faz o projeto de cinema evoluir. Todos estão de parabéns”, avaliou o professor de Língua Portuguesa, Davino Nascimento, um dos idealizadores do Festival de Bate-Pé, que fez questão de prestigiar o projeto em Inhobim.

Os alunos participaram intensamente do projeto e puderam ampliar seus conhecimentos. “A I Mostra de Cinema Estudantil de Inhobim revelou aos alunos que eles podem fazer coisas que nem imaginam. A participação e o interesse deles triplicaram, porque passaram a se ver como personagens, atores da realidade, não apenas observadores. Isso é o mais importante”, explicou o professor de História, Wilson Ricardo Andrade Brasil.