Cerca de 600 pessoas reservaram o dia deste sábado, 8, para discutir os rumos de Vitória da Conquista, elegendo 18 demandas que deverão ser executadas pela Prefeitura Municipal nos próximos anos. Pessoas comprometidas com o Município, como a lavradora Alminda Ribeiro, 63, que veio do Tabuleiro da Baiana participar do 10º Congresso do Orçamento Participativo, realizado no auditório do Centro Municipal de Atendimento Especializado (Cemae).

Para a delegada, que há cinco anos participa do OP, este foi o melhor congresso: “Gostei demais, pois foi bem participado. As demandas foram quase todas aprovadas e pela primeira vez aprovou uma demanda da minha localidade, que é um posto de saúde em Corta Lote”.

Segundo o representante comercial, Cláudio Dutra, 46, delegado do Guarani, este ano foi bem melhor em relação à aprovação das demandas. Ele foi reeleito conselheiro para a gestão 2013-1015. “Vou continuar no conselho para defender as demandas de meu bairro e em prol da cidade como um todo e das comunidades rurais”, disse.

A secretária Eliziene Moraes, de São Sebastião, participa do OP desde o início. Já fez parte da executiva por três vezes e nesse congresso foi reeleita conselheira. Com propriedade no assunto, ela comenta: “Para mim foi muito bom, porque trouxemos bastante gente nova para mostrar as necessidades de suas comunidades. Esses congressos são sempre bons porque levam sempre melhorias para as zonas rural e urbana”.

A população está satisfeita e a Administração Municipal também. “Foram discussões muito ricas que promoveram a integração entre a gestão pública e a população. Foi um episódio muito interessante. A democracia dá muito trabalho, mas é a melhor forma de governar: junto com a população, através dos delegados, decidindo como deve ser aplicado o dinheiro público”, declarou o secretário de Governo, Edwaldo Alves.

“Foi um dia festivo, de muita discussão política. Esse 10º Congresso mostrou a maturidade das pessoas que participam do OP durante esses 17 anos. É uma ferramenta que tem credibilidade: a população participa, porque as demandas são atendidas. Por onde a gente passa no município tem obras indicadas pelo Orçamento Participativo que faz a cidade crescer de forma igualitária”, avaliou o coordenador do Orçamento Participativo, João Alberto Rodrigues.

Este ano, mais de 4 mil pessoas participaram das plenárias que indicaram as demandas apresentadas no congresso.