A 3ª edição da Marcha do Orgulho LGBTQIA+ reuniu dezenas de participantes na tarde deste sábado chuvoso (1º), em Vitória da Conquista. Com o tema “Unir. Empoderar. Refletir”, o evento, que contou com o apoio da Prefeitura, por meio da Coordenação de Políticas LGBT, teve sua concentração na praça Desembargador Mármore Neto, seguindo em marcha até o Centro Cultural Glauber Rocha, onde aconteceram as apresentações artísticas dos DJs Lavinsk, Supernova e Cajak e das cantoras Minas e Yanne Lin .

O objetivo da marcha é a promoção da igualdade e a dignidade de todas as pessoas, independente da orientação sexual ou identidade de gênero. Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Michael Farias, a marcha é um importante ato de afirmação de direitos e principalmente de enfrentamento a todas as formas de violência.

“Estamos aqui, todos juntos, por uma sociedade sem transfobia, por uma sociedade que respeite os direitos humanos e principalmente garanta o direito de as pessoas viverem a expressão da sua sexualidade e ao mesmo tempo que tenham acesso a direitos básicos de cidadania. Todos juntos contra a LGBTfobia e juntos para construir um mundo melhor com mais respeito e mais dignidade” declarou Michael Farias.

O advogado da coordenação de Políticas LGBT, João Pedro de Abreu, disse que a marcha além de ser um ato simbólico, é muito importante para visibilidade das pessoas LGBTQIA+. “Hoje, em nossa coordenação, o maior número de atendimento é de pessoas trans, são elas as mais invisibilizadas por nossa sociedade, que sofrem violações de direitos em seus lares, no trabalho, em seus relacionamentos, por isso, a marcha é importante para o reconhecimento de um problema social”.

João Pedro

A vice-presidente da ONG Mães da Resistência, no Estado da Bahia, Janaína Brito, veio com uma caravana de 36 pessoas participar do evento em Conquista. “A ONG está presente em 16 estados do Brasil e reúne familiares de pessoas LGBTQIA+, e para nós a marcha é um momento de comemorar mais um ano de vida de nossos familiares. Aqui, a gente tenta potencializar as vozes dos nossos filhos na lutas por seus direitos, mais respeito, políticas públicas. E também confortar as mães enlutadas, que a gente sabe que existem porque infelizmente não é só alegria que a gente tem”.

ONG Mães da Resistência