A 1ª Exposição Itinerante de Artesanato acontece até a próxima sexta, 29

Até a próxima sexta-feira, 29, mais de 40 artesãos participam da 1ª Exposição Itinerante de Artesanato da Economia Solidária, na travessa Góes Calmon, no centro da cidade. A via, situada entre a rua Dois de Julho e a praça Estêvão Santos, foi interditada para a circulação de veículos e encontra-se ocupada por estandes que expõem uma grande variedade de produtos artesanais às pessoas que passam por ali.

A ideia dessa iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico (Semtre), é oferecer a esses empreendedores, que atuam no mercado de artesanato do Centro Glauber Rocha, a oportunidade de comercializar seus produtos em lugares diferentes da cidade.

A travessa Góes Calmon foi escolhida para receber a primeira edição do projeto. A próxima será na travessa Lauro de Freitas, nos dias 9, 10 e 11 de outubro.

“Foi uma orientação do prefeito Herzem Gusmão, que nos pediu que fizéssemos essas feiras itinerantes em grandes avenidas e locais que tivessem fluxo de pessoas”, explicou o secretário municipal da Semtre, Cláudio Cardoso.

O secretário argumenta que o movimento, no Centro Glauber Rocha, “não conseguiu deslanchar ainda, do ponto de vista comercial, a despeito de todo um esforço, de vários eventos que têm sido feitos lá”. E, por isso, “essa ação é direcionada a abrir mercado, criar oportunidades de negócios para eles”.

‘Isto nos ajuda’ – A artesã Zilma Femminella Campos mantém expectativas positivas sobre poder comercializar seus produtos em locais diferentes. “O Centro Glauber Rocha ainda está em fase de desenvolvimento. O prefeito tem colaborado levando movimento, eventos. Então, isso tem ajudado. Mas, no decorrer da semana, não tem movimento. Então, este trabalho aqui na rua vai ser muito bom para a gente”, comentou Zilma, que trabalha com materiais de crochê e tricô, além de pintura em tecido e revestimento para móveis.

Renildes Ferreira Guimarães, que produz e comercializa panos de prato feitos em vagonite, cachecóis e boinas de tricô e crochê, também se mostrou otimista. “Isto é muito bom e também nos ajuda. É melhor para divulgar o nosso trabalho, porque tem muita coisa bonita que nós fazemos”, afirmou.

‘Agregando movimento’ – O secretário Cláudio Cardoso informa que a iniciativa da Exposição Itinerante foi previamente informada aos comerciantes instalados na travessa Góes Calmon – estratégia que, segundo ele, obteve receptividade positiva.

Manoel Menezes Silva, por exemplo, achou boa a sensação de ter maior movimentação de pessoas na travessa onde ele trabalha há 45 anos, vendendo e reformando calçados. “Acho muito bom, isso traz mais gente. Você vai conhecer mais gente e ter mais movimento. Isso aí não atrapalha ninguém”, avaliou.

Já a farmacêutica Taís Lorena considerou a presença dos artesãos “um viés de duas mãos”, por beneficiar em dose dupla. “Movimenta tanto para eles, que estão trazendo clientes para o artesanato, quanto para nós, comerciantes, também. Então, acho importante a questão de agregar uma movimentação maior aqui no comércio”, observou.