O Cras Jardim Valéria, em articulação com a Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (Coopir), realizou uma roda de conversa com as crianças e adolescentes que fazem parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, com o objetivo de promover empatia e respeito entre diferentes grupos religiosos. A ação faz referência ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa que acontece neste domingo (21).

A roda de conversa, realizada na terça-feira (16), foi mediada pelo historiador e servidor municipal, Afonso Silvestre, que destacou a importância desses espaços formativos para que crianças e adolescentes possam aprender e trocar experiências. “É fundamental que esse público tenha contato com esse tipo de tema, justamente porque eles ainda estão em uma fase de aprendizado. Quando os adolescentes recebem essas informações que dão a eles mais propriedade sobre esses assuntos, eles vão assimilando aos poucos essa ideia de igualdade entre as pessoas”, explicou Afonso.

A técnica de referência do Serviço de Convivência, Hosana Queiroz, afirmou que esses diálogos contribuem para que as crianças possam crescer e se desenvolver livres de preconceitos, convivendo com realidades diferentes. “Estamos trazendo um tema que é muito relevante para as crianças e adolescentes, que algumas vezes convivem com situações de preconceito e intolerância em seu cotidiano. O grupo do Cras Jardim Valéria é muito amplo e eles têm religiões diferentes, essa é uma oportunidade para que todos possam aprender um pouco mais sobre respeito”, disse.

O coordenador municipal de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves, explicou que, durante o período que antecede o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a equipe estará nos territórios promovendo diálogos e momentos formativos visando combater o preconceito religioso. “Sempre respeitamos as orientações religiosas que as famílias dão para os seus filhos, mas precisamos deixar claro que as convivências entre as diferentes religiões precisam ser pacíficas. Independente das escolhas religiosas de cada um, o respeito deve sempre prevalecer”, afirmou Ricardo.

Samuel Monteiro tem apenas 12 anos, mas participando do Serviço de Convivência tem aprendido cada vez mais sobre a importância de respeitar as pessoas e conviver com as diferenças. Para ele, a roda de conversa foi um espaço seguro para expressar suas emoções e aprender mais sobre como combater o racismo. “Hoje em dia ainda existe muito preconceito. Além de aprender sobre a história das religiões, a conversa de hoje mostrou que mesmo sendo de religiões diferentes nós podemos conversar, o que não devemos fazer é julgar a religião um do outro”, relatou.