O Programa Conquista Criança, ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, realizou durante todo o mês de novembro o projeto “Consciência Negra: Cultura e Identidade”. O objetivo foi possibilitar que educadores e educandos refletissem sobre a cultura negra.

O encerramento do projeto foi realizado nessa quarta-feira, 5, com apresentações dos resultados dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas. A programação contou com desfile de Beleza Afro, no qual as meninas se apresentaram com vestimentas e penteados afros, e o tradicional Festicum,
concurso de música afro.

“Consciência Negra: Cultura e Identidade” é realizado anualmente e conta com palestras, depoimentos, filmes educativos sobre a temática, oficinas, passeata e apresentações culturais. “O encontro de hoje é um momento de refletir sobre todo o trabalho realizado durante um mês”, diz a coordenadora do Programa, Eslange Silva. Ela ressalta ainda que este ano o evento contou também com a presença da Pastoral do Menor e do Pequeno Ofício, promovendo a integração entre as instituições.

O Festicum é realizado há 10 anos e qualquer educando pode se inscrever. O concurso musical premia os três primeiros colocados, dando ainda o direito de serem vocalistas da Baticum, banda percussiva do Conquista Criança.

Para escolher os vencedores, o festival conta com uma mesa julgadora, que este ano teve o vocalista da Banda Abadaba, Betão, como um dos jurados. Para ele, o concurso é interessante. “Vitória da Conquista é um celeiro de artistas. Nessas instituições sociais, a gente acaba descobrindo talentos e fica feliz em saber que o Conquista Criança está incentivando a cultura da nossa Bahia”.

A adolescente Ana Cristina Menezes passou sete anos de sua vida no programa e diz ter aprendido a se valorizar. “Independente da data, a gente tem que ter orgulho da cor, pois a maioria dos brasileiros tem traços negros e temos que nos orgulhar disso”. Sobre o concurso, ela comentou: “Fiquei muito nervosa porque é uma competição. Também fiquei muito feliz pela comemoração. A cada ano que passa fica melhor ainda”.

As pessoas que tiveram no encerramento do “Consciência Negra: Cultura e Identidade” também puderam ver a exposição da Oficina de Trança. A servidora do Conquista Criança, Maísa Lemos, participa pela segunda vez do projeto, ministrando a oficina. “Este trabalho serve para que as meninas valorizem a sua cultura e o seu cabelo. O resultado é muito bom e este ano foi melhor ainda porque elas se empenharam a aprender fazer tranças”, declarou.