A ação buscou garantir que os adolescentes tivessem a sua voz ouvida durante a construção das políticas públicas

Com o objetivo de ouvir as percepções e contribuições de adolescentes sobre a implementação da Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017) no município, a Prefeitura de Vitória da Conquista promoveu um momento de diálogo com os jovens que integram o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca). O encontro aconteceu no Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), na última quarta-feira (17).

Durante a ação, os adolescentes conheceram o Fluxo e Protocolo Unificado de Atendimento Integrado a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência, além de participarem de uma visita guiada ao Complexo de Escuta Protegida. Ao entender o funcionamento da rede de proteção, os participantes puderam compartilhar opiniões, dúvidas e sugestões sobre os serviços ofertados na cidade. 

A atividade integra as ações do Selo Unicef e reforça o compromisso do município com a participação cidadã de crianças e adolescentes. Para o articulador do Selo Unicef em Vitória da Conquista, Jerry Lavelle, ouvir os adolescentes é uma etapa fundamental para o fortalecimento das políticas públicas. “Mais do que apresentar informações, nós queremos garantir que os adolescentes participem da construção dessas políticas. Eles têm muito a contribuir com suas experiências, percepções e ideias. Quando criamos espaços de escuta qualificada, fortalecemos a cidadania e construímos serviços mais próximos das necessidades reais dos adolescentes”, destacou.

Mobilizadora do Nuca, Laís Senna, explicou que a atividade buscou aproximar os adolescentes dos mecanismos de proteção existentes no município. “Além de cumprir uma das atividades propostas pelo Selo Unicef, esse momento permitiu que os adolescentes conhecessem como funciona a rede de proteção e quais são os caminhos percorridos quando uma criança ou adolescente sofre ou testemunha algum tipo de violência. Também reforçamos os canais de denúncia e o papel que eles podem desempenhar como multiplicadores dessas informações em seus espaços de convivência, ajudando a prevenir situações de violência e ampliando o acesso à informação”, afirmou.

A adolescente Ana Clara da Hora, de 15 anos, destacou a importância de participar de momentos como esse e de ter acesso a informações que podem ajudar outros jovens. “Eu achei muito importante conhecer essas informações, porque a gente se sente mais seguro sabendo a quem recorrer caso aconteça alguma situação de violência. Nem todos os adolescentes têm acesso a esse tipo de orientação. Então, nós que participamos do Nuca podemos compartilhar esse conhecimento com outros adolescentes e ajudar mais pessoas a saberem onde buscar ajuda quando precisarem”, relatou.