A Unidade de Saúde Centro de Atenção Especializada (CAE II) sediou uma ação estratégica voltada à saúde reprodutiva, com foco na inserção de implantes subdérmicos (Implanon). A iniciativa, realizada na quinta-feira (12), faz parte de um cronograma da Secretaria Municipal de Saúde para descentralizar e democratizar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração.

Unidade de Saúde Cae II

A ação não se limitou ao procedimento clínico. Durante todo o dia, as pacientes participaram de rodas de conversa sobre planejamento familiar e receberam orientações detalhadas sobre os diversos métodos disponíveis na rede pública. Um dos destaques desta edição foi o atendimento a mulheres indígenas venezuelanas da etnia Warao, que residem na região atendida pela unidade.

De acordo com a enfermeira Itayná Barbosa, ao todo, 12 mulheres receberam o Implanon durante a ação. “Atendemos mulheres que já haviam passado por avaliação prévia. Além da inserção do implante, reforçamos as orientações e tiramos dúvidas, garantindo que essas mulheres, incluindo as indígenas venezuelanas da nossa comunidade, tenham acesso pleno aos serviços de saúde e ao acolhimento necessário”, afirmou.

A oferta do implante contraceptivo tem sido organizada de forma gradual pela Secretaria Municipal de Saúde, priorizando populações que historicamente enfrentam maiores barreiras no acesso ao sistema público.

A coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde, Gislany Fontes, destaca que a estratégia busca promover a equidade. “Já realizamos ações para adolescentes e comunidades quilombolas. Hoje, o foco incluiu as mulheres Warao que estão em nosso território. Nosso objetivo é garantir que o planejamento estratégico alcance quem mais precisa”, explicou a coordenadora.

Gislany informou que o cronograma de expansão continuará. Estão sendo estruturadas novas frentes de atendimento voltadas para usuárias da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e Mulheres em situação de rua.

“Mais do que números, essas ações representam um esforço de promover a integralidade no acesso à saúde, respeitando sempre a autonomia e os direitos reprodutivos das mulheres por meio da informação qualificada”, concluiu Gislany.