Central Municipal de Interpretação de Libras contribui para difusão da língua de sinais.

Nesta sexta-feira (24), é celebrado os 18 anos de criação da Lei Federal 10.436/2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão no país. Em Vitória da Conquista, ações e serviços específicos contribuem para promoção e difusão dessa língua.

Um desses serviços é a Central de Interpretação de Libras (CIL). Resultado da parceria entre a Prefeitura Municipal e o Governo Federal, a Central foi reativada em 2017 e tem como principal função proporcionar atendimento especializado aos surdos, às pessoas com deficiência auditiva e aos surdo-cegos. Além dos intérpretes que acompanham os surdos nos serviços públicos da cidade, a CIL conta com profissionais para o ensino de Libras como primeira língua da comunidade surda e o português como segunda língua.

A coordenadora da Central de Libras, Jaqueline França ressaltou que foram feitos mais de três mil atendimentos para os surdos nos últimos anos. “Esses atendimentos são internos e também externos, quando o intérprete acompanha os surdos em clínicas, serviços jurídicos e intermedia ligações telefônicas, por exemplo.

O público ouvinte também é contemplado com palestras e cursos de Libras nos níveis básico e intermediário. Desde que foi reativada, a Central já certificou mais de 1500 pessoas. “A pessoa surda é capaz de realizar qualquer atividade, assim como os ouvintes. A única barreira a ser vencida é a linguística, por isso ações como essas são importantes, pois contribuem no processo de eliminação dessas barreiras de comunicação”, ressaltou Jaqueline.

Como forma de garantir a plena cidadania aos mais de 40 alunos surdos, surdos-cegos e deficientes auditivos matriculados na Rede Municipal de Ensino, as escolas contam com o trabalho dos intérpretes em sala de aula e atendimento especializado para os estudantes e suas famílias nas salas de recursos multifuncionais. “Além disso, possuímos dois espaços com estrutura específica para alunos surdos: um na Escola Municipal Professor Paulo Freire (Caic) e o outro na Escola Municipal Zulema Cotrim”, lembrou a coordenadora do Núcleo de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, Janaína Valéria Silva.