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Postado em 26 de março de 2026 as 13:43:47
Uma ação de educação em saúde com orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) foi realizada na última quarta-feira (25), pela Prefeitura de Vitória da Conquista para um grupo de apenadas do Presídio Nilton Gonçalves. A atividade foi uma solicitação da direção do presídio e atendida pela Coordenação de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde.
A ação foi conduzida por uma médica da Família e Comunidade da Unidade de Saúde da Família Conveima, juntamente com médicos residentes. Durante o encontro, as apenadas participaram de uma roda de conversa sobre promoção de saúde e prevenção, recebendo orientações e informações sobre as ISTs, a importância do uso de preservativos e outros assuntos relacionados ao cuidado com a saúde, além de tirarem dúvidas.
Responsável pela condução da atividade, a médica Daniele Pedroza destaca a importância de levar informações para que as mulheres tenham mais ferramentas para cuidarem da própria saúde. “Trouxemos folders com informações, preservativos, tanto feminino como masculino. Iniciamos uma conversa com as mulheres privadas de liberdade, sobre o que são ISTs, elas iam perguntando e foram muito participativas. Trouxeram muitas dúvidas, falamos sobre os métodos de prevenção, os métodos de rastreamento de doenças voltados para as mulheres. Perguntamos: ‘Você conhece a sífilis?’, e houve dúvidas sobre o porquê de o teste treponêmico ainda continuar positivo após o teste rápido, sobre o tratamento, transmissão da mãe para o bebê, tratamento do parceiro. Perguntaram sobre esse fluxo, outras infecções, sobre PEP e PrEP. Elas foram bastante participativas, e a experiência foi incrível”, disse.
A coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Gislany Fontes, ressalta como é necessário reforçar as ações de educação e prevenção, principalmente com grupos mais vulneráveis da população. “Enquanto área técnica de saúde da mulher, reforçamos a importância dessas ações educativas em saúde como ferramentas fundamentais para o cuidado, especialmente nesses contextos de maior vulnerabilidade. Levar informações de forma acessível, acolhedora, respeitosa, possibilita que essas mulheres compreendam seus corpos, seus direitos e fortaleçam o autocuidado, mesmo diante das limitações impostas pelos contextos em que elas estão inseridas. E mais do que transmitir conteúdos, esse momento representa escuta, vínculo e reconhecimento. São espaços onde essas mulheres podem se ver como sujeitos de direitos, inclusive no acesso à saúde”, afirmou.
Gislany também reforça a importância de políticas públicas integradas, com a colaboração entre diferentes órgãos e instituições, no cuidado com as mulheres. “Foi uma articulação entre a Secretaria de Saúde, a Atenção Primária e o sistema prisional, o que torna possível a realização de ações como essa. Nenhuma política pública se sustenta de forma isolada. É justamente na integração dos serviços, no compromisso coletivo que nós conseguimos avançar na garantia de um cuidado mais equitativo e integral. Seguimos reafirmando esse compromisso com a saúde para que alcance todas as mulheres em todos os territórios sem exceção, porque cuidar da saúde da mulher é garantir dignidade, justiça social, o cuidado integral”, completou.











