Poucas coisas são tão marcantes e características de uma cidade como as suas feiras. São espaços tradicionais que unem história, cultura e diversidade, possibilitando a geração de emprego e renda, além da socialização e da oferta de alimentos saudáveis a toda população.

Em Vitória da Conquista, não é diferente. As feiras da cidade estão concentradas nos bairros Brasil, Alto Maron, Vila América, Urbis V, Urbis VI e Patagônia, além da Ceasa do Centro da cidade, onde recebem toda a assistência da Prefeitura Municipal, a exemplo de limpeza e lavagens periódicas. Mais de mil boxes estão distribuídos nesses equipamentos, possibilitando a subsistência de centenas de famílias. 

De acordo com o historiador Luís Fernandes (em memória), a primeira feira de Conquista surgiu no espaço da antiga “Rua Grande” (onde hoje se encontram as praças Tancredo Neves e Barão do Rio Branco), no final do século XIX. No local, os feirantes se encontravam e comercializavam com os tropeiros vindos de outras regiões. 

A feira funcionou no local até 1938, quando foi transferida pelo então prefeito Dr. Régis Pacheco para a Av. Municipal — atual Av. Lauro de Freitas. Segundo o historiador Mozart Tanajura, a feira precisou ser deslocada na metade da década de 1940 para a Praça da Bandeira, para acomodar mais feirantes com uma infraestrutura melhor. 

Com o desenvolvimento urbano e econômico ocorridos em meados da década de 1970, o prefeito Fernando Spínola (1967-1971) realizou a desapropriação de um extenso terreno situado ao oeste da feira para construção do Mercado Comercial, atual Mercado Municipal Fernando Spínola, “O Mercadão”.

A “Feira de Sábado”, como era popularmente conhecida, continuou funcionando na Praça da Bandeira até o final da década de 1980. Na gestão do prefeito José Pedral Sampaio (1984-1988) ocorreu outra mudança, com a construção do Centro de Abastecimento Edmundo Silveira Flores (CEASA) na antiga região conhecida como “Mamoneiras”.

Outra importante feira de Vitória da Conquista está localizada no Bairro Brasil, uma área extensa que movimenta toda a Zona Oeste da cidade. Construído pela Prefeitura no final da década de 1980, o Mercado Municipal oferece à população a diversidade típica das feiras livres. Diariamente, dentro e fora do espaço, a partir das 7h, começa o fluxo de pessoas por boxes e barracas, em busca de gêneros alimentícios, refeições, bebidas, livros, revistas, CD’s, DVD’s, discos de vinil e aparelhos digitais em geral. 

A rotina nas feiras da cidade começa para muitos trabalhadores antes das 5h, para recebimento dos alimentos que serão comercializados e organização dos espaços para o recebimento dos clientes. O movimento é intenso e só termina ao final da tarde. 

Sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), as feiras são lavadas com um caminhão-pipa a cada quinze dias. Na Ceasa, ainda é feita a manutenção das caixas de gordura mantidas pelos boxes do setor de carnes. Além disso, a Prefeitura oferece uma estrutura de segurança, principalmente por meio da Guarda Municipal. O objetivo é garantir bem-estar aos feirantes e consumidores.

No que diz respeito à parte organizacional, os fiscais da Sesep se ocupam de cuidar para que o espaço esteja de acordo com as regras de funcionamento, mantendo as vias públicas livres para a circulação de pedestres e veículos.

Os esforços do Governo Municipal têm o compromisso de oferecer condições dignas de trabalho para os feirantes, além de assegurar a saúde e segurança de quem visita os espaços em busca de alimentos frescos, saudáveis, calor humano e boas histórias. Se as feiras são a vida e alma de uma cidade, Vitória da Conquista respira e irradia diariamente.