Vitória da Conquista: um exemplo em matéria de investimentos em tecnologia

Ao integrar uma iniciativa pioneira ao projeto federal Cidades Digitais, o município segue em direção ao conceito de ‘Cidade Inteligente’

O que faz com que uma cidade seja considerada “inteligente” do ponto de vista tecnológico? De acordo com os critérios estabelecidos pelo II Congresso Paranaense de Cidades Digitais, que acontece até essa sexta-feira, 28, em Foz do Iguaçu, e no qual Vitória da Conquista está sendo representada pelo prefeito Guilherme Menezes, trata-se de uma cidade que pode ser considerada referência quanto ao uso da tecnologia para aperfeiçoar os serviços públicos e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

A julgar por esse critério, Vitória da Conquista segue firme rumo a esse reconhecimento. Os investimentos em alta tecnologia, a fim de promover o aperfeiçoamento das relações entre a Administração Pública Municipal e a população, foram reconhecidos pelo Governo Federal no final de 2012, ao selecionar o município entre os 80, de todo o Brasil, para participar do projeto piloto Cidades Digitais, desenvolvido por meio do Ministério das Comunicações.

A implantação do projeto foi concluída em maio de 2014, após um investimento de R$ 800 mil. Foi implantado no município um “anel” com 24 quilômetros de fibra ótica – hoje, a mais alta tecnologia em matéria de transmissão de dados. Essa estrutura envolve um ponto de enlace e alcance social (PEAS), 17 pontos de acesso de governo (PAG) e um ponto de acesso público (PAP). Com isso, Vitória da Conquista se aproxima cada vez mais do conceito de “cidade inteligente”.

Iniciativa pioneira – A “inteligência”, no entanto, já se vinha manifestando antes disso, e começou por conta própria. Por iniciativa da Prefeitura, em 2011, o município começou a desenvolver uma ação pioneira. Embora utilizasse uma tecnologia diferente – a radiofrequência –, os objetivos eram os mesmos que os do Cidades Digitais, do Governo Federal.

O projeto original do município, também chamado de Cidade Digital, resultou de um investimento de R$ 1 milhão, vindos de recursos próprios, que resultou na montagem de três torres de 35 metros de altura, conectando 141 pontos de acesso a partir de um núcleo central, localizado no prédio da Prefeitura, por meio da radiofrequência. 

A partir dessa ação pioneira, a Prefeitura passou a contar com uma rede de dados que integra 17 secretarias municipais, 42 escolas, 19 creches, 28 unidades de saúde, o Hospital Municipal Esaú Matos, o Laboratório Central e uma série de outros órgãos públicos municipais. Toda essa estrutura já existia – e funcionava – quando o município aderiu ao projeto federal. O know-how apresentado pelo município foi, portanto, decisivo para que o Governo Federal o incluísse entre os 80 que receberam o projeto piloto.

Integração e resultados – A integração do projeto de radiofrequência com o de fibra ótica, portanto, está elevando Vitória da Conquista a uma “cidade inteligente”, por meio da potencialização dos serviços e benefícios prestados à população.

Resultados imediatos desses investimentos em tecnologia já são sentidos, por exemplo, no Laboratório Central Municipal, onde são realizados cerca de 60 mil exames por mês. Graças à inclusão do equipamento no projeto Cidades Digitais, todos os resultados de exames já podem ser consultados pela população via internet, no mesmo dia da coleta. Com isso, houve redução de gastos com impressão de exames.

Também já foram detectadas melhorias significativas no Hospital Municipal Esaú Matos, único materno-infantil com UTI neonatal mantido por uma Prefeitura no interior da Bahia. No local, que possui 114 leitos e atende a mais de 80 municípios da região, passou a ser possível a realização de telemedicina, além de ter sido potencializada a atualização das vagas disponíveis no Sistema de Regulação do Município.

Projetos futuros – O município possui 11 distritos e mais de 300 povoados. Hoje, quatro localidades rurais já estão conectadas à Cidade Digital – a iniciativa pioneira do município. Os resultados são sentidos principalmente nos setores de saúde e educação – neste caso, por exemplo, no povoado de Xavier, onde várias pessoas estão conseguindo cursar o ensino superior em faculdades de ensino à distância (EAD).

E, para os próximos tempos, a Prefeitura já estuda alternativas que envolvem a utilização dessa tecnologia em outros setores. Há projetos relacionados ao monitoramento do transporte coletivo, ao uso de controladores de tráfego como semáforos e radares e à segurança pública, através da vigilância eletrônica em parceria com os órgãos de segurança.

Entre os estudos, inclui-se ainda a democratização da internet, ampliando o acesso à rede, de forma gratuita, a um número cada vez maior de moradores. Afinal, hoje em dia, a internet é uma ferramenta imprescindível em praticamente tudo o que as pessoas precisam fazer ao longo do dia – principalmente no que depende de consultas aos órgãos públicos. E a verdadeira “cidade inteligente”, como Vitória da Conquista, é aquele que procura oferecer à sua população os meios necessários para isso.

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