O Centro Municipal de Pneumologia e Dermatologia Sanitária de Vitória da Conquista realizou, nessa quarta-feira, 26, a Capacitação Sobre Hanseníase e Tuberculose para os Profissionais de Saúde que atuam nos Presídios de Vitória da Conquista. Os participantes tiveram informações detalhadas sobre os sintomas e as especifidades das duas doenças, que apesar de conhecidas de modo geral, ainda são estigmatizadas pela maioria das pessoas.

A hanseníase é uma doença de alta prevalência no Brasil. O país está em segundo lugar do mundo em número de casos. Na mini-palestra que ministrou, a enfermeira Eliana Amorim de Sousa, que é doutora em saúde coletiva, explicou que, apesar de a hanseníase ter cura e de não ser transmitida em um simples contato com o paciente, ainda tem o diagnóstico dificultado pelo preconceito. Segundo ela, a falta de capacitação dos profissionais contribui para isso e, consequentemente, o devido enfrentamento à doença não acontece. Eliana ainda completa: “esse momento hoje é essencial para que tenhamos enfermeiros, odontólogos e médicos dentro desses espaços, dentro dos presídios, capazes de fazer o diagnóstico, de fazer a suspeita, capazes de atender, de dar doses supervisionadas. Momento, inclusive, de refletir sobre a necessidade de acabar com o preconceito, acabar o estigma”.

Para a médica do Centro, Crystiane Fernanda Valera, a capacitação é de grande importância para ajudar no diagnóstico da população carcerária. “Esta é uma população com grande risco de contaminação”, declarou a médica. “A gente precisa que estes profissionais de saúde que trabalham nos presídios nos ajudem fazendo a suspeita do diagnóstico e encaminhando pra gente tratar”.

Sobre a tuberculose, a Enfermeira Simone Galvão reconheceu a importância dos trabalhadores dos presídios também estarem capacitados para lidar com a doença. “Eles trabalham com uma população muito grande, privados de liberdade, que não podem procurar atendimento por conta própria” afirma Simone. A enfermeira do serviço de tuberculose, Stael Ariadne Alves, que também participou da capacitação, ressaltou a importância do diagnóstico precoce para que os pacientes possam ser tratados e a disseminação da tuberculose evitada. “Com a capacitação, quem trabalha diretamente com os indivíduos privados de liberdade poderão estar alertas, vão saber ouvir as queixas, detectar os casos e acolher o individuo e levando o mesmo à adesão ao tratamento. O que é difícil, mas de extrema importância para que consigamos combater a tuberculose”.