Sonoridade mineira e alegria carnavalesca marcam a primeira noite do Natal da Cidade

Público cantou e dançou ao som de Paroano Sai Milhó, Nelson Angelo e 14 Bis

O clima ameno e a proximidade com o norte de Minas Gerais talvez tenham contribuído para que, na noite de sábado, 19, a primeira da 19ª edição do Natal da Cidade, Vitória da Conquista tenha vivido uma espécie de revival do Clube da Esquina, o revolucionário movimento musical surgido em terras mineiras, que se desdobrou em dois LP’s antológicos nos anos 70.

Assim, fica fácil entender o que levou o médico Marcelo Silva e a estudante de Direito Larissa Fujimoto a viajarem mais de 1.700 quilômetros, de Londrina-PR, onde moram, até Vitória da Conquista. O objetivo da viagem foi comparecer à primeira noite do Natal da Cidade, que teve, entre as atrações convidadas, artistas mineiros da melhor estirpe: Nelson Angelo e a banda 14 Bis – o primeiro, um dos participantes do Clube da Esquina; a segunda, uma herdeira diretamente influenciada pelo movimento.

E, para que a viagem do casal fosse perfeita, faltou apenas a presença de Beto Guedes, que, por problemas de saúde, não pôde viajar a Vitória da Conquista para se apresentar no Natal da Cidade. Mas esteve presente por meio da homenagem feita pelo 14 Bis, cantando O sal da terra, uma composição de Guedes.

‘Qualidade artística’ – “Lá no sul, nós temos uma visão muito estigmatizada do estado da Bahia. A gente pensa que é só axé music. E, na verdade, o que chamou a nossa atenção, e que fez nós nos deslocarmos para a cidade, para conhecer, foi justamente a repercussão que deu a respeito do evento sobre o Natal. Viemos por conta dos shows e da qualidade artística e cultural, que chamou a nossa atenção”, explicou Silva.

Larissa conta que os dois souberam do evento por meio das redes sociais. “Nós somos fãs do 14 Bis e do Beto Guedes, estamos sempre acompanhando a agenda. Quando a gente descobriu que teria o show, a gente passou a acompanhar pelo Facebook da Prefeitura de Vitória da Conquista. Todo dia estava tendo notificações, e a gente estava bem ansioso para ver o show”, contou a estudante.

Inclusão musical – O entusiasmo também foi notado nos artistas. “A gente roda o Brasil todo, e é difícil encontrar um festival como este, com tanta diversidade. Tem os ternos de reis, passando por orquestra, cultura popular, artistas da região, gente de fora, música de muita qualidade. Isso muito nos honra”, disse Cláudio Venturini, vocalista do 14 Bis.

De sua parte, Nelson Angelo apreciou a estrutura do Natal da Cidade. “Estou muito orgulhoso de participar desta festa no dia da abertura, e aqui na Bahia, em Vitória da Conquista, que tem uma política cultural maravilhosa. Quero elogiar essa coisa da música ser considerada uma abertura para todos os estilos, uma mudança no próprio mercado e uma coisa que não exclui ninguém. Pelo contrário, inclui”, afirmou o cantor e compositor mineiro.

‘Evento grandioso’ – Mas, entre os convidados para a primeira noite do Natal da Cidade, não houve somente a sonoridade mineira. O público também pôde apreciar a alegria espontânea dos antigos carnavais, trazida pelo grupo Paroano Sai Milhó, um velho conhecido dos conquistenses. Entre antigas micaretas e edições do Natal da Cidade, o grupo já se apresentou na cidade por doze vezes.

“O evento é grandioso. Para mim foi uma surpresa muito grande ver a estrutura que foi montada. E também o nível da organização que está sendo feita. Isso é uma coisa ímpar. Para mim, foi relevante e me chamou a atenção”, avaliou Lindberg Macedo, um dos integrantes do Paroano.

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