Situação de emergência: barragens ajudam agricultores a enfrentar período de estiagem

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Nessa terça, 22, o Executivo Municipal decretou “situação de emergência” em algumas áreas da zona rural de Vitória da Conquista

Os distritos de José Gonçalves e de Iguá são algumas das localidades citadas pela Prefeitura Municipal no decreto 17.018, publicado nessa terça-feira, 22. Além desses distritos, as regiões de Bate-pé, Dantelândia, Inhobim, São Sebastião, Cabeceira do Jibóia, São João da Vitória, Cercadinho, Veredinha e Pradoso também estão em situação de emergência devido ao período de estiagem que afeta a zona rural de Vitória da Conquista. Com prazo de 180 dias, o decreto autoriza as secretarias municipais a adotarem as ações e medidas urgentes necessárias para atendimento às famílias atingidas pela estiagem e o desencadeamento do Plano Emergencial de Resposta aos Desastres.

Apesar da seca, o cenário é positivo em algumas localidades. À beira da barragem de Boi Preto, região de José Gonçalves, o agricultor familiar Jesuíno Oliveira, mais conhecido como Dilzinho, exibe orgulhoso um dos resultados de seu trabalho: maracujás-doce. A novidade é que os frutos colhidos este ano são resultado do plantio nos meses de agosto e setembro, época de estiagem em Vitória da Conquista. “Isso só foi possível por causa da barragem, pois estamos tendo água para molhar a plantação mesmo nesta época de seca”, lembrou o agricultor.

Assim como Dilzinho, centenas de famílias do campo, beneficiadas com a construção de barragens encontraram meios para produzir, mesmo num município que tem cerca de 60% de sua área geográfica na região da caatinga. Somente nos últimos dois anos e meio foram 21 novos reservatórios preparados e entregues à comunidade, além disso, a Prefeitura Municipal também trabalhou nos processos de limpeza e desassoreamento de mais 300 aguadas.

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Graças às chuvas ocorridas no mês de janeiro, grande parte dessas barragens ostentam vistosos espelhos d’água, os quais permitem aos moradores matar a sede das criações e plantar as mais variadas culturas, tanto para consumo próprio quanto para comercialização, como acontece na região do Iguá: “essa água serve para lavar roupa, molhar o milho, o feijão, o quiabo, o maxixe, a abóbora, o caxixe. Aqui a gente planta milho para dar as galinhas”, destacou o agricultor Valdeci Paiva, 58 anos, que vive no povoado de Furadinho desde o nascimento.

Ações durante a estiagem – Para minimizar os impactos causados pela seca na região do semiárido, além da construção e manutenção de barragens, a Prefeitura de Vitória da Conquista também trabalha na implantação e revisão de Sistemas Simplificados de Água. No total são 80 sistemas coletivos, somados a mais de 60 poços perfurados, inclusive nas escolas.

Outra medida adotada pela Administração Municipal é a Operação Pipa, realizada por meio de convênio entre o Município e o Exército Brasileiro. No interior do município, 37 veículos atendem a cerca de 170 comunidades rurais. A fim de possibilitar que a água chegue a um número maior de pessoas, a Prefeitura mantém em atividade mais três caminhões-pipa contratados diretamente pela Administração Municipal, e ainda um quarto veículo desse tipo, que foi doado pela União. Os quatro caminhões extras distribuem água em outras 70 comunidades rurais, além das que constam no roteiro do Exército.

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