Rodineli Cordeiro: ‘Um mundo sem garis seria como um navio sem mar ou carro sem roda’

16 de maio – o Dia do Gari e a homenagem à inquestionável importância dessa categoria

O dia 16 de maio certamente será celebrado pelo servidor público municipal Rodineli Santos Cordeiro, 35 anos. Nessa data, comemora-se o Dia do Gari, profissão que ele exerce em Vitória da Conquista há seis anos. Mas há também outra data, que, por ser de caráter mais pessoal, talvez ele guarde com maior atenção: 20 de fevereiro de 2009. Nesse dia, ele foi admitido oficialmente na Prefeitura Municipal, após a aprovação no concurso público realizado dois anos antes. “É uma data que simboliza uma grande vitória, não só para mim como para muitos outros colegas de profissão”, explica.

Antes de assumir seu posto na Administração Municipal, Rodineli exerceu outras profissões. Trabalhou em empresas de diferentes ramos: mineração, produtos de limpeza, estofados, construção civil, etc. No entanto, a limpeza das vias públicas é um ofício do qual ele garante “gostar muito” – principalmente quando alguém reconhece o resultado de seu trabalho.

Como exemplo, ele cita alguns comentários sobre o trabalho da equipe de Limpeza Pública durante o Festival da Juventude, promovido pela Prefeitura entre 30 de abril e 3 de maio, no Centro Glauber Rocha – Educação e Cultura. Rodineli e outros colegas atuaram na limpeza do espaço, tanto durante as atividades diurnas quanto nos shows que ocorreram à noite. O servidor diz ter ouvido elogios recompensadores. “Várias pessoas que adentraram o espaço nos parabenizaram pelo trabalho”, assegura Rodineli. “Dá uma sensação de dever cumprido”, acrescenta.

Reconhecimento – Rodineli mantém uma rotina austera. Frequenta poucos lugares, embora em todos tenha uma atuação frenética. De segunda a sexta, no horário comercial, ele é um dos 55 garis em ação nas ruas e avenidas da zona oeste de Vitória da Conquista. Fora do expediente, pode ser encontrado em casa, no bairro Bruno Bacelar, onde mora com a mulher e os três filhos. Exceto por esses dois lugares, ele assegura que o único onde pode ser visto é no que ele chama de “Obra do Senhor”. É assim que Rodineli, evangélico, se refere à sua múltipla atuação na igreja que frequenta há 18 anos. Lá, divide-se entre as funções de porteiro, regente de um grupo de canto coral e professor de escola dominical, além de auxiliar também durante os quatro cultos de que participa ao longo da semana.

Ciente da importância de sua profissão, Rodineli é capaz de sintetizar, com espantosa simplicidade, as dimensões do inquestionável reconhecimento que merecem os profissionais responsáveis pela limpeza das vias públicas. “Se o mundo não tivesse gari, seria como um navio sem mar ou um carro sem roda”, assegura o servidor.

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