Revitalização do Estádio Edvaldo Flores empolgou o público

Entre as pessoas que foram conferir o resultado do trabalho, havia em comum as lembranças de antigas histórias e a aprovação do trabalho de recuperação feito pela Prefeitura

O ex-jogador Antônio Jesuíno da Silva, o “Piolho”, é homem de poucas palavras. Sua afinidade para discursar é inversamente proporcional ao talento que exibiu com a bola nos pés durante os anos 60, 70 e 80, primeiro em equipes amadoras de Vitória da Conquista, e posteriormente em clubes profissionais como o Leônico, o Vitória e o Bahia – pelo qual foi campeão baiano em 1974, sendo o autor do gol do título na final contra o rival rubro-negro.

Por isso, ao agradecer pelas homenagens que recebeu no sábado, 28, durante o ato de entrega do Estádio Municipal Edvaldo Flores, revitalizado pela Prefeitura Municipal, Piolho foi lacônico. “É um momento de muita alegria e satisfação. Tenho a oportunidade de rever aqueles colegas que há muito tempo não via. Hoje, sinto orgulho dessa prática de futebol linda e maravilhosa, incentivada pelo Governo Municipal”, disse o ex-craque, hoje coordenador do estádio que, de acordo com a definição do prefeito Guilherme Menezes, “é como uma extensão de sua casa”.

‘Atitude nobre’ – Piolho não foi o único a relembrar o passado durante a cerimônia. A sensação foi compartilhada pelo engenheiro agrônomo César Flores, 65 anos, um dos filhos do ex-prefeito Edvaldo Flores. César era uma criança quando seu pai inaugurou o estádio, em 1958. Mas as lembranças daquela ocasião ainda estão nítidas.

“Lembro muito bem. O campo era de terra. A bola parecia um ovo. Mas tinha muita gente, o pessoal vibrava muito. Era uma emoção muito grande”, disse, antes de elogiar a reforma do campo e da quadra poliesportiva, que agora oferecem uma estrutura mais receptiva ao público jovem: “É uma atitude muito nobre. Além de resgatar o nome de Edvaldo Flores, resgata essas crianças e adolescentes e cria oportunidades para eles se projetarem pelo Brasil afora. É um trabalho muito bom, que tem que ter continuidade sempre”.

‘Maravilha’ – O músico Emílio Teixeira, popularmente conhecido como “Bazé”, também foi tomado por certa nostalgia ao comparecer à cerimônia de entrega do Edvaldo Flores. Morador do bairro Alto Maron desde os dez anos de idade, e hoje com 55, Bazé tem o espaço esportivo como parte de sua história pessoal. “Toda vez que era semana santa, eu vinha aqui na sexta-feira para ver o jogo. E hoje estou vendo a grande maravilha que a Prefeitura está resgatando. Isso é muito bom para o povo de Vitória da Conquista”, avaliou.

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