Público do Natal da Cidade vibra em show de Zeca Baleiro

Dono de repertório respeitado, o artista empolgou quem o assistia no Centro Glauber Rocha

Em entrevista à imprensa, minutos antes de subir ao palco do Natal da Cidade, Zeca Baleiro disse lembrar-se com carinho de um show que fez em Vitória da Conquista, anos atrás, numa antiga edição do Natal da Cidade, ainda na Praça Barão do Rio Branco: “Foi bem gostoso. Foi um show que eu lembro com muita saudade”. No entanto, a apresentação que o artista fez na noite de segunda-feira, 22 – a quarta da 18ª edição do evento natalino promovido pela Prefeitura (descrita por ele como “um pouco mais pesada e dançante”) – certamente vai deixar lembranças mais intensas em sua memória, e também na do público que o acompanhou.

“O evento é lindo”, vaticinou Zeca. “A gente precisa mais de coisas como essa. É bom para os artistas, pois possibilita esse acesso a lugares mais longínquos, e para o público, que, de uma tacada só, pode ver vários artistas de várias praias e tendências. Isso é muito bacana, muito rico culturalmente para uma cidade”, continuou o cantor.

Zeca Baleiro tem razão. A certa altura, após cantar “Na rua, na chuva e na fazenda”, de Hyldon, o compositor comentou com o público que essa canção, embora tenha sido lançada há pelo menos 40 anos, ainda se mantém presente, por ser capaz de emocionar gente de todas as idades, até mesmo os mais jovens.

‘Grande cantor’ – A julgar pelo que se viu no Centro Glauber Rocha, no decorrer de sua apresentação, Zeca pode se orgulhar de ter a mesma capacidade que Hyldon. Suas canções ainda deverão perdurar por muitos anos na memória do público, assim como ocorre com “Na rua, na chuva e na fazenda”. Está aí a pequena Rafaela Prates Santos, para não deixá-lo mentir. Com apenas 9 anos, ela se diz fã incondicional de Zeca, a ponto de ir ao Centro Glauber Rocha e marcar presença junto ao palco durante todo o show do artista.

Aliás, como começou tamanha admiração? “Foi porque meu pai começou a baixar músicas no pen drive dele. Aí eu fui escutando e fui começando a gostar”, disse a jovem admiradora, que, na segunda-feira, 22, viu Zeca de perto pela primeira vez. “Para mim, ele é um grande cantor. Estou achando o máximo”, exultou.

‘Um pensador’ – Rosângela Santos, 21, tia de Rafaela, também começou a apreciar o trabalho de Zeca Baleiro por influência familiar. “Foi por causa do meu irmão, porque ele curte muito. Comecei a prestar atenção nas letras e comecei a gostar, também”, disse a estudante, que, tendo concluído o Ensino Médio há cerca de três anos, vai começar, em janeiro de 2015, o curso superior de Pedagogia, por uma instituição de ensino à distância.

“As letras são boas demais. Não se encontram mais letras assim. Ele representa um artista como poucos que existem agora. É um pensador, que traz muita coisa boa para a gente”, refletiu Rosângela.

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