Produtos de qualidade para o público e fortalecimento para a agricultura familiar

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O que há em comum entre os educandos do programa Conquista Criança, as crianças atendidas pelas creches municipais, os usuários dos vários núcleos do Cras e do Creas e ainda várias pessoas atendidas por mais de quarenta entidades socioassistenciais existentes em Vitória da Conquista?

Simples: todo esse público desfruta diariamente do que é produzido pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Afinal, é esse o destino dado a essa produção, que é comprada diretamente dos pequenos agricultores pela Prefeitura, a preço justo e previamente estabelecido. A iniciativa, que faz parte do programa federal Fome Zero, tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar no país.

Todos ganham. Se o público-alvo dispõe de alimentos saudáveis e livres de produtos químicos, os pequenos agricultores cadastrados no programa garantem um mercado seguro para sua produção, sem ter de recorrer a atravessadores.

Em 2015, o PAA reuniu mais de 600 toneladas de alimentos. A variedade é grande: vai das hortaliças às frutas, passando pelos legumes, biscoitos, mel, etc. Em valores financeiros, isso representa mais de R$ 1,3 milhão. Atualmente, o programa mantém cerca de 300 agricultores cadastrados. Cada um deles fornece à Prefeitura, via Secretaria de Desenvolvimento Social, uma cota anual de alimentos, previamente combinada.

‘Tudo orgânico’ – Um aspecto decisivo do programa é a qualidade dos alimentos produzidos, que dificilmente poderia ser encontrada em outras fontes. O agricultor João de Jesus, por exemplo, orgulha-se do que produz em seu vasto pomar no bairro Recanto das Águas, zona oeste de Vitória da Conquista. “Aqui é tudo orgânico. Qualquer criança pode tirar qualquer coisa aí e botar na boca para comer”, assegura ele.

Sandra Ferreira Silva, que também mora e produz no Recanto, é igualmente orgulhosa da qualidade de sua produção. Mas ela também ressalta o fato de que, por ser cadastrada no PAA, pode contar com uma renda segura, ao contrário do que haveria se comercializasse com outros compradores. “Dá uma ajuda e tanto”, reconhece Sandra. “O atravessador quer comprar mais barato e não dá valor aos produtos da gente. E aqui é uma coisa cadastrada, tudo direitinho”.

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