Apresentação dos educandos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

Com o objetivo de identificar problemas e propostas de soluções no território em que atua, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) está realizando a Oficina de Mapa Falado em todos os serviços da Proteção Básica, que incluem os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e os Serviços de Convivência, até o dia 2 de agosto. A atividade faz parte do diagnóstico socioterritorial do município e conta com a assessoria da prof. Drª Dirce Koga, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) São Paulo.

“Dentro da proposta do Mapa Falado, o principal ator é a comunidade. É ela quem tem a voz para identificar seus problemas, que aqui chamamos de desproteção. É ela que também tem a voz para sugerir propostas adequadas à realidade social de cada território de Vitória da Conquista”, explicou Clea Malta, coordenadora da Vigilância Sócio-Assistencial.

Clea Malta explica a metodologia do Mapa Falado

Durante as oficinas, as equipes dos serviços dividem a comunidade em três grupos: adultos, adolescentes e crianças. Os grupos então identificam nos mapas pontos de proteção e desproteção. Um exemplo é a oficina realizada na tarde desta quarta-feira (11), no Cras Pedrinhas, onde a comunidade, a Polícia Militar, os representantes das escolas, da Unidade de Saúde da Família, das associações e de grupos culturais tiveram voz e se reconheceram em seu território.

Identificando no mapa pontos de proteção e deproteção

Para a educadora social Bartira Oliveira, esta técnica é muito interessante porque dá voz ao morador, que é quem melhor conhece o lugar onde mora. Assim, ele pode indicar para a Administração os pontos de proteção e desproteção. “Além de ouvir os moradores, essa metodologia vai ajudar muito no planejamento das ações das equipes dos Cras”, comentou Bartira.

As crianças também fizeram o seu mapa

Para a moradora do bairro Pedrinhas, Edneide Gonçalves dos Santos, que faz parte do Grupo Negras do Beco de Vó Doula, a oficina lhe possibilitou falar de seu bairro e também das atividades desenvolvidas pelo seu grupo, que trabalha com crianças e mulheres.  “Eu gostaria que quando as pessoas olhassem no nosso mapa do bairro, elas pudessem ver que nas Pedrinhas tem cultura, respeito e muitas pessoas boas”, ressaltou.