Prefeitura pavimenta rua no distrito de José Gonçalves

Durante a manhã e a tarde de quarta-feira, 19, os moradores do distrito de José Gonçalves acompanharam a movimentação de caminhões-caçamba, máquinas pesadas e operários da Empresa Municipal de Urbanização (Emurc), todos a serviço da Prefeitura de Vitória da Conquista. Ao todo, os caminhões transportavam nada menos que 190 toneladas de concreto, material que, após ser usinado, foi utilizado na pavimentação da rua 7 de setembro.

Com 420 metros de extensão, a via é uma das contempladas por uma emenda parlamentar no valor de R$ 610.860,00. O contrato prevê ainda a pavimentação de outras ruas no distrito de Bate-Pé, nas quais a equipe da Prefeitura já esteve presente no mesmo dia, iniciando o serviço de rebaixamento de rede – ou seja, a primeira etapa do processo de pavimentação.

“O Governo Municipal vai cumprir e executar todas as emendas de qualquer partido, qualquer deputado, independentemente de quem tenha indicado”, informa o secretário municipal de Infraestrutura, José Antônio Vieira. “O procedimento é usar o recurso em nome da comunidade. Essa é a determinação do prefeito Herzem Gusmão”.

Segundo o coordenador municipal de Planejamento e Projetos, Hélder Beltrão, a Prefeitura realiza essas obras em ritmo acelerado, já que o contrato com a Caixa Econômica Federal estabelece um prazo para que elas sejam concluídas. Caso isso não ocorra, os recursos – que chegam através do Ministério das Cidades – teriam de ser devolvidos.

“Esse contrato, se fosse o caso de o Ministério das Cidades chegar mais junto, eles poderiam até cancelar o recurso da gente, porque tem mais de seis meses que não tem nenhuma medição”, afirma Beltrão.

“A administração da Emurc tem sido atuante para tentar resolver esse saldo de serviço que ficou da gestão anterior. A gente tem alguns contratos de emendas aqui, de pavimentação. E o que foi feito, foi pequena parte em cada contrato e deixado um saldo de serviço para trás. Atuou em vários lugares e não chegou a concluir nada”, prossegue o coordenador.

Ainda segundo Beltrão, a Prefeitura tem realizado um estudo no qual avalia os locais onde há maior viabilidade de cumprir os contratos de pavimentação e evitar a perda de recursos. “A Emurc vem junto com a Administração fazendo esse estudo, de onde é viável fazer a pavimentação, onde é que está o risco maior de perder o serviço, perder o recurso em si. Porque, se o Ministério das Cidades cancela esse recurso, a gente tem que devolver o recurso total, e ainda corrigido para o valor atual. Então, essa é a preocupação da gestão em executar logo o serviço”, explica.

‘Presente’ – Os moradores do distrito acompanharam a obra de perto. A dona-de-casa Ivanir dos Santos, 38 anos, mora há anos na rua 7 de Setembro. Portanto, conheceu bem os problemas anteriores à pavimentação. “Estou achando muito bom, porque aqui era muita poeira, lama. Está ficando muito bom. Estou gostando”, disse.

O comerciante Maciel Fernandes, proprietário de um mercadinho na via asfaltada, viu na pavimentação o atendimento de uma antiga expectativa. “Até que enfim, saiu”, afirmou. Para ele, o asfalto “é um presente que nós ganhamos”. Agora, ele não terá mais que se preocupar em limpar várias vezes por dia a poeira que caía nos produtos expostos nas prateleiras de seu estabelecimento. “Estrada de chão, você sabe como é que é. Passa um carro, passa um caminhão, aquele absurdo. Aí, rapaz, com esse asfalto aí, é uma alegria para a gente”, afirmou Fernandes.

 

 

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