Mais de 6 mil famílias foram atendidas em 2017; equipe quer ampliar o número em 2018

Depois de 41 edições em 2017, deslocando-se por localidades urbanas e rurais de Vitória da Conquista, a equipe do Bolsa Família Móvel iniciou o ano de 2018 nesta quarta-feira (10). E, na reestreia, foram registrados cerca de 100 atendimentos no povoado de Itapirema, a pouco mais de 15 quilômetros de Vitória da Conquista, na região do Distrito Industrial dos Imborés.

Entre os atendimentos, como nas vezes anteriores, a população local pôde esclarecer dúvidas, obter informações, se inscrever e atualizar inscrições no CadÚnico, o cadastro que dá acesso a mais de 20 programas sociais do Governo Federal.

Durante o atendimento, a doméstica Maria Vitória do Prado, 41 anos, descobriu o motivo pelo qual o benefício que ela recebia regularmente deixou de cair em sua conta em meados do ano passado: segundo lhe informou a atendente, o bloqueio ocorreu porque seu marido havia conseguido um emprego temporário com registro em carteira.

Como o esposo já se desligou desse emprego, ela incluiu essa nova informação ao atualizar os dados de sua inscrição no CadÚnico. Com isso, espera voltar a receber o benefício que é parte significativa da renda da casa. “Quero que meu dinheirinho venha para manter meus filhos na escolas, comprar remédios e materiais”, disse Maria Vitória, ressaltando o fato de ter sido possível fazer isso sem se afastar muito de casa: “Assim a gente não gasta com passagem nem com merenda”.

Outra que incluiu novos dados no cadastro foi Gildamara Barreto, 30, também doméstica. Ao invés de viajar até a zona urbana de Vitória da Conquista, ela levou cerca de 20 minutos para chegar à sede da Associação de Moradores de Itapirema, onde a equipe se instalou para atender os moradores. “Está perto da casa da gente”, comemorou Gildamara.

2018 será ‘mais fácil’ – Entre maio e dezembro do ano passado, o Bolsa Família Móvel atendeu mais de 6 mil famílias residentes em áreas urbanas e rurais. A expectativa da Prefeitura é de que esses números se ampliem em 2018 – até porque os atendimentos já começaram em janeiro e deverão seguir até o final do ano. “Já fizemos toda a preparação. No início, foi de aprendizado, entrosamento dos colaboradores. Agora, não. Já se sabe aonde ir, já se sabe a quem procurar”, comentou a gerente municipal do CadÚnico, Gardênia Messias.

“Temos o contato com os Cras, os Creas, as comunidades, as escolas. Então, está tudo muito mais fácil para nós este ano. Já estamos fazendo o cronograma, tanto da zona urbana quanto da rural”, acrescentou Gardênia.