O lançamento da da campanha “Não proteger a infância é condenar o futuro” reuniu autoridades da área para debates e reflexões.

Doze de junho é marcado como o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. A data busca despertar discussões e reflexões sobre o direito à infância segura, com saúde e educação, e livre da exploração infantil e de outras violações. Neste sentido, a Prefeitura Municipal promove, durante todo o mês, uma série de ações para debater o tema. Na manhã desta terça-feira (12), foi feito o lançamento da campanha “Não proteger a infância é condenar o futuro”.

O evento foi realizado na Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente, reunindo representantes de instituições integradas à luta contra o trabalho infantil. A ação teve como objetivo apresentar as dimensões da campanha e divulgar o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), com suas respectivas ações e estratégias.

“É um trabalho que já vem acontecendo em nosso município. Hoje é o dia da gente mostrar para a comunidade o que temos feito”, conta a vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social, Irma Lemos. “Temos algumas crianças no Programa Conquista Criança que damos uma bolsa de incentivo, para elas não irem trabalhar; e também na sexta e sábado estamos na Ceasa, para ver se tem crianças trabalhando nas sinaleiras e nos pontos”, exemplifica.

A coordenadora da Rede de Atenção e de Defesa da Criança e do Adolescente, Camilla Fischer, destaca que a campanha vem para dar visibilidade à violação dos direitos da criança e do adolescente e para convidar toda a comunidade a esse enfrentamento. Nesse cenário, ela destaca o papel do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil: “O Peti faz estratégias para combater o trabalho infantil na cidade. Faz pesquisas para ver o índice, trabalha os serviços, o engajamento e a articulação, para que todos possam trabalhar em prol do combate ao trabalho infantil.”

As ações com profissionais da área e com a comunidade continuam acontecendo ao longo do mês.

Para o juiz da Vara da Infância e Juventude, Juvino Brito, essa é uma oportunidade de chamar atenção para a problemática, visando à qualidade do futuro dessas crianças. “É uma forma de esclarecer ao público, principalmente aos operadores da rede e às demais pessoas que participam desse momento, no sentido de mostrar que não é sobre falar em uma proibição de atividade de criança e adolescente, e sim em não colocá-los em situação de trabalho, desviando daquele instante em que ele deve se preparar para a vida futura”, explica.

A importância do trabalho em rede para se combater o trabalho infantil é apontado pela presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), Lêda Freitas: “O lugar da criança é na escola, é brincando. A partir do momento em que ele vai fazer o trabalho de adulto, ele deixa de curtir e de participar da sua primeira infância. E aí vem o seu momento roubado de como ser criança. Em nosso trabalho em rede, precisamos fortalecer as instituições não-governamentais e governamentais, principalmente, os Cras.”

As ações da campanha se estendem por todo o mês. As atividades incluem rodas de conversa, exibição de vídeos, torneio de jogos, exposição fotográfica, panfletagem, seminário e muito mais. Veja a programação completa.