Na última quarta-feira (13), a Central de Libras promoveu o início do curso de Libras no Centro Integrado de Direitos da Criança e do Adolescente, com o objetivo de aproximar a comunidade conquistense da Língua Brasileira de Sinais, quebrando as barreiras através da conscientização e do conhecimento. A língua de sinais é transformadora e libertadora. Ela permite acesso e sensação de pertencimento ao surdo e possibilita ao ouvinte o acesso a uma cultura de grande importância.

Durante o curso, a Coordenadora da Central de Libras, Jacqueline França, explicou a importância de despertar a consciência para a comunidade surda: “Existem muitas barreiras linguísticas para os surdos aqui em Vitória da Conquista. No momento que eu tenho um olhar surdo, me coloco na condição do surdo, vou despertando em mim o desejo da aproximação, a vontade de quebrar essa barreira existente, eu vou respeitar a condição de ser surdo e também estarei me adequando, me informando para que haja uma comunicação’’, conclui Jacqueline.

Para a estudante de pedagogia, Luana Sara, o curso pode proporcionar ensinamentos que lá na frente serão multiplicados: “No segundo semestre tive uma professora de Libras e comecei a me interessar. Eu acho bem curiosa a forma como eles se comunicam e como os sinais variam de região para região, são como as nossas gírias. No futuro eu posso ter alunos surdos e eu preciso me adaptar à realidade deles, então além de adquirir conhecimento, eu estou investindo na minha qualificação profissional’’, ressalta Luana.

Algumas pessoas se descobrem apaixonadas pela língua de sinais desde muito cedo. Foi o caso da estudante Jamile Oliveira: “Hoje eu tenho 19 anos, mas aprendi o alfabeto em libras quando tinha 9, sempre fui muito encantada pelas libras, comecei um curso na igreja que eu frequento, mas não pude concluir porque os professores mudaram de igreja. Então quando apareceu essa oportunidade eu não pensei duas vezes e me inscrevi’’, afirma Jamile.

A durabilidade do curso é de um mês entre aulas práticas e teóricas, onde serão abordados temas como cultura surda e identidade surda. Não basta apenas aprender os sinais, é preciso entender também a respeito da história de lutas e conquistas. Qualquer pessoa pode participar, sejam profissionais da educação, profissionais da saúde e famílias que tem surdos em suas casas e necessitam deste aprendizado.