Prefeito fala sobre a desativação do Hospital Afrânio Peixoto

afranio

Criado em 1966, o hospital psiquiátrico Afrânio Peixoto atendeu, ao longo de seu cinquentenário,  pacientes provenientes de cerca de 200 municípios, no sudoeste da Bahia e no norte de Minas Gerais.

O anúncio do fim da prestação de assistência psiquiátrica na unidade causou medo e insatisfação entre a população que depende do serviço. Diante disso, o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, procurou o secretário de Saúde do Estado, Fabio Vilas  Boas, para obter informações mais detalhadas sobre a mudança. Por telefone, o secretário disse ao prefeito que a desativação de unidades psiquiátricas ocorrerá em todo Brasil. “O SUS não repassa mais verbas para os referidos hospitais,  e o sistema deverá absorver o internamento de  tais pacientes no âmbito dos hospitais gerais e que sejam de curta duração”, disse o secretário.

Com a reestruturação, de acordo a Sesab, o hospital passará por reforma e, após a reabertura, funcionará como uma referência para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), com leitos de enfermaria e centro cirúrgico para pequenos procedimentos.

Haverá ainda uma estruturação do serviço ambulatorial na Unidade de Saúde Crescêncio Silveira. Além disso, há expectativa de que serviços municipais, como os centros de Atenção Psicossocial (Caps) e unidades básicas de saúde, absorvam algumas demandas.

Para alinhar as ações e dar continuidade à assistência, uma reunião com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, a secretária de Saúde de Vitória da Conquista, Ceres Almeida, representantes do Ministério Público Estadual e técnicos da Sesab foi realizada no último dia 2, na sede da Sesab, em Salvador.

Porém, diante do atual cenário, o prefeito Herzem Gusmão demonstrou preocupação com a desativação imediata do Afrânio e pediu cautela ao Governo do Estado.

“Segundo informações colhidas junto a médicos psiquiatras, Vitória da Conquista não se preparou para a desativação de forma abrupta do Hospital Afrânio Peixoto. Portanto, vejo com preocupação e queremos sugerir ao Governo do Estado para que, nessa ampliação do Hospital Afrânio Peixoto seja criada a ala de psiquiatria, até que a cidade se prepare para essa desativação, conforme deseja o Governo, através do Ministério da Saúde, como preconiza a lei da Reforma Psiquiátrica, 10.216 de 2001”, disse o prefeito.

Leia na íntegra a nota da Sesab.

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