Plataforma de estudo foi criada pela Smed, em parceria com o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Prefeitura

Ferramenta tem caráter complementar e foi adotada em razão do distanciamento social

Com a pandemia do Coronavírus, aulas foram suspensas em todo país. Em Vitória da Conquista, a suspensão ocorre desde o dia 18 de março. Diante desse cenário de distanciamento social, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) buscou mecanismos para continuar compartilhando conhecimento com os alunos que compõem a Rede Municipal de Ensino.

“Não se trata de Educação à Distância em substituição às aulas presenciais, mas de um estudo remoto emergencial, uma ação que favorece uma rotina de estudos para que nossas crianças e adolescentes não percam o contato com o conhecimento”, explicou a coordenadora-geral do Núcleo Pedagógico, Tânia Novais.

Gabriel afirma: “mesmo em casa, estamos aprendendo muito”

Por dia, são mais de 10 mil acessos ao site smed.pmvc.ba.gov.br/estudoremoto. Acessos como o do estudante do 5º ano da Escola Municipal Lycia Pedral, Gabriel Nascimento, de 11 anos. “Acho muito importante o uso da plataforma porque mesmo não frequentando a escola, a rotina de estudo continua, mesmo em casa estamos aprendendo muito”, contou o garoto.

Outras estudantes que também estão utilizando a plataforma para complementar os estudos são as irmãs Maíra, 6 anos e Lawany Campos, 12 anos, da Escola Municipal Euclides da Cunha, distrito de São Sebastião. “Estou gostando da plataforma que a Secretaria desenvolveu para estarmos estudando porque nós podemos acessar em qualquer lugar e horário e tem os dias certos para cada professor enviar as atividades pra gente”, destacou Lawany.

A mãe das meninas, Keila Campos, reconheceu a importância da iniciativa, em razão do distanciamento social, e comentou sobre o fácil acesso da plataforma. “Assim, os alunos não serão prejudicados. Eu estou gostando da plataforma, ela é de fácil acesso. Tanto eu quanto minhas filhas não encontramos nenhuma dificuldade para acessar o conteúdo”, comentou Keila que acompanha Maíra e Lawany durante a realização das atividades.

Lawany disse estar gostando da plataforma: “podemos acessar em qualquer horário e lugar”

Ferramenta de conhecimento – Conforme prevê o inciso 4 do artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação/LDB (Lei nº 9.394/1996): “O Ensino Fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais”. Por esse motivo, é que a Smed disponibilizou na última semana uma plataforma de estudo – ação que integra o programa municipal Educar é Conquista.

Inclusive, em Nota de Esclarecimento sobre a COVID-19 publicada em 18 de março de 2020 (item 5), o Conselho Nacional de Educação (CNE) reforça que compete às autoridades dos sistemas de ensino federal, estaduais, municipais e distrital autorizar a realização de atividades à distância no Ensino Fundamental, nos termos do inciso 4 do artigo 32 da LDB. Ou seja, com o caráter complementar que foi o adotado pela Smed. O CNE já estuda normas para regulamentar as atividades remotas.

Para a professora da Creche Criança Esperança, Larissa Pereira, a plataforma veio somar ao trabalho remoto que já estava desenvolvendo com seus alunos. “Estamos buscando maneiras de minimizar os danos, levando conteúdo, atividade para que a criança não fique ociosa e não perca seu hábito de estudo. Então, a plataforma veio ajudar a complementar o nosso trabalho, serve como norteador”, afirmou.

Alternativas de acesso – Quanto aos alunos que não têm acesso à internet, os diretores das unidades escolares entram em contato com os pais ou responsáveis para que eles busquem as atividades já impressas, na própria escola, uma vez por semana. “Assim, conseguimos atingir um número maior de alunos. Os pais têm dado um retorno favorável para as atividades propostas pela plataforma”, assegurou a diretora da Escola Municipal Lions Clube, Tânia Amaral.

A coordenadora pedagógica da Escola Municipal Idália Torres, Maria José Ribeiro, observou benefícios em longo prazo que podem ser conquistados com essa medida atual. “Esse trabalho de agora é importante porque não interrompe todo o processo de ensino-aprendizagem. Eles estarão mais preparados quando retomarmos às aulas presenciais”, assegurou.

“Quando tudo isso passar, pelo menos, poderemos tirar pontos positivos: o fortalecimento da parceria entre família e escola e a experiência com o uso das tecnologias na nossa realidade de escola municipal”, avaliou o diretor da Escola Municipal Marlene Flores, localizado na Lagoa das Flores, Miquéias Lima.