Peti divulga diagnóstico da situação do trabalho infantil na zona rural

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A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, reuniu representantes de organizações que trabalham com crianças e adolescentes para apresentar um levantamento acerca do trabalho infantil na zona rural e o novo fluxograma referente aos encaminhamentos dos casos identificados no município. Esse trabalho de diagnóstico, feito pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), foi necessário diante das constantes mudanças na realidade das crianças e adolescentes em Conquista, fruto de política públicas que têm a promoção da cidadania como foco.

A primeira parte do diagnóstico mostrou a situação do trabalho infantil na zona rural, identificado e quantificando as ocorrências. Essa pesquisa vai servir de base para ações preventivas e efetivas, tratando cada caso de forma pontual dentro da Rede Socioassistencial, auxiliando ainda na elaboração do Plano Municipal de Enfrentamento do Trabalho Infantil em Vitória da Conquista, confrontando os dados dos serviços e programas já existentes, redirecionando as ações e atendimentos a essa população na rede de proteção a criança e o adolescente e nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. O trabalho deve buscar mudar o contexto de violência intrafamiliar, da violência entre adolescentes e da evasão escolar.

A articuladora do Programa, Leniran Rocha, falou durante o seminário de capacitação* realizado nessa terça-feira, 24, sobre o trabalho que está sendo desenvolvido e ressaltou o diálogo permanente que o Peti estabelece com os diversos setores da Rede Socioassistencial desde 2002. “O Peti tem a obrigação de mobilizar para a conscientização da sociedade e do apoderamento do público-alvo das informações para o combate do trabalho infantil”, explicou.

A secretária de Desenvolvimento Social, Kátia Freitas, colocou os avanços obtidos nos últimos 20 anos na conscientização e aplicação de políticas públicas que modificaram a realidade de inúmeras crianças e adolescente que tinham seus direitos violados. Destacou ainda que é preciso desconstruir o discurso de que a criança no trabalho está longe da violência, afirmando que também no trabalho infantil são apresentadas violências, situações difíceis e a privação do direito mais fundamental à criança – o direito de brincar.

* Participaram da mesa de debate do seminário, as coordenadoras da Proteção Social Básica, Cinara Ferraz, e da Proteção Especial Social, Cássia Eugênia Reis e a Gerente do Cras do Nossa Senhora Aparecida, Roberta Sampaio.

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