A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) está trabalhando na execução de um diagnóstico socioterritorial de Vitória da Conquista. Uma das etapas dessa tarefa foi a Oficina Mapa Falado, realizada na manhã desta quinta-feira (14). O objetivo do evento foi capacitar os servidores do Sistema Único de Assistência Social (Suas) a utilizar essa estratégia, que consiste em promover o diálogo com a população sobre a vivência que ela possui em seu território.

Profissionais do Suas e de entidades parceiras se reuniram para ouvir a professora Dirce Koga ministrar a oficina Mapa Falado.

A professora  Dirce Koga, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) São Paulo, está desde dezembro conduzindo uma série de atividades com esse intuito. Nesta manhã, ela ministrou a oficina, buscando capacitar os servidores para execução do Mapa Falado. Sobre essa estratégia, ela explica: “É uma técnica participativa. Então a proposta é que realmente as pessoas falem e dialoguem, a partir do território comum em que elas vivem, trabalham, estudam e convivem. A metodologia é partir realmente de um mapa, uma cartografia, em que as pessoas vão identificar suas experiências, situações de proteção e de desproteção social.”

Ainda de acordo com a professora, as informações obtidas pelo diálogo com as comunidades irão se somar aos dados e estatísticas oficiais, para ocorrer então o planejamento da política pública de assistência social. “Precisamos ter serviços, programas e benefícios distribuídos de acordo com as necessidades de cada território da cidade, por isso precisamos muito saber como as pessoas nesses territórios vivem e como se sentem nesse território”, justifica.

A vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social, Irma Lemos, conta que esse trabalho irá permitir a divisão dos territórios dos 24 bairros e 11 distritos do município. “Então vamos ter esse território marcado e vamos saber trabalhar melhor com os Cras, por exemplo”, cita. “Estamos fazendo isso para melhorar o trabalho do município, e hoje nós já somos referência porque tem outras cidades pedindo para vir aqui conhecer o nosso trabalho”, completa.

Para a vice-prefeita Irma Lemos, o diagnóstico socioassistencial irá permitir a melhoria dos serviços municipais

De acordo com a coordenadora de Planejamento e Vigilância Socioassistencial, Clea Malta, o diagnóstico socioterritorial que será elaborado com auxílio da técnica do Mapa Falado  “visa compreender o município na função de vigilância, que é uma das três funções que a política de assistência social preconiza”. E afirma: “Queremos identificar quais são as áreas de risco, de vulnerabilidade, reconhecer esse território, esse chão que as pessoas vivem e mensurar áreas de proteção, de desproteção e resistência.”

A professora Dirce Koga continuará ofertando assessoria técnica à Semdes até o mês de agosto. Ao fim do seu trabalho, devem ser apresentados o diagnóstico socioterritorial, o Plano Municipal de Assistência Social e a proposta de reestruturação da Coordenação de Planejamento e Vigilância Socioassistencial.