O espelho d’água e o verde da vegetação predominam no cenário pós-chuva

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Eles esperaram muito. As chuvas, que deveriam cair em outubro de 2015, só vieram a partir de janeiro de 2016. Mas os agricultores que vivem nas regiões de Bate-Pé e Iguá, habituados que estão à convivência com os humores da natureza na caatinga, percebem que, apesar do atraso, as chuvas têm feito seu papel. Por isso, eles agora veem suas plantações crescendo.

E comemoram ainda por outro motivo: além de as sementes terem brotado, uma boa parte da água das chuvas de janeiro permaneceu ali, armazenada, por conta das barragens construídas pela Prefeitura. Foram nada menos que 21 novos reservatórios, somente nos últimos dois anos e meio, além de mais 300 aguadas que passaram por processos de limpeza e desassoreamento.

Na tarde desta quinta-feira, 4, o prefeito Guilherme Menezes visitou cinco desses reservatórios, nos povoados de Furadinho, Boa Vista, Pau Ferro II, Pai Amaro e Mamão. Em todas essas localidades, o espelho d’água das barragens e o verde da vegetação predominam no cenário pós-chuva.

“Praticamente todas as barragens já encheram e sangraram. Está uma alegria geral, e para a gente também”, disse o prefeito. “A nossa prática é essa: fazer barragens grandes para que as comunidades rurais possam atravessar os anos de estiagem. Como atravessamos, agora, quatro anos de estiagem, mas com as barragens ainda sustentando a água, principalmente para as criações”, declarou.

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‘Grande benefício’ – Em Furadinho, onde a barragem tem capacidade para acumular até 100 milhões de litros de água, o agricultor José Ferreira da França, 89 anos, animou-se para acompanhar e visitar a barragem pela primeira vez. Ali, os nascentes pés de milho, plantados pelos moradores nas margens da barragem, dividem as atenções com o espelho d’água. E o paredão, que tem 11 metros de altura, já tem água pela metade.

França, que é um dos mais antigos moradores do lugar, mostrou-se otimista. “Vai ser uma grandeza para o povo daqui. Se ela encher e a água se sustentar, nós vamos ter água em abundância. Vai melhorar em tudo”, afirmou, prevendo o provável futuro das cem famílias diretamente beneficiadas pelo reservatório.

Em Boa Vista, a barragem recém-sangrada beneficiará noventa famílias com os 170 milhões de litros que pode armazenar. “Esse projeto da barragem, para esta comunidade, foi uma grande coisa. Um grande benefício que vai servir para a população”, reconheceu o lavrador Milton Alves, 62 anos, que vive na região há 36.

‘Trabalho sério’ – À tarde, a comitiva do Governo Municipal se dirigiu, primeiro, à barragem de Pau Ferro II, cujos possíveis 30 milhões de litros de água são imprescindíveis para sessenta famílias do lugar. Em seguida, rumou para Pai Amaro, onde a antiga barragem, que há quatro anos foi ampliada pela Prefeitura, sangrou pela primeira vez em doze anos.

O último reservatório visitado foi em Mamão. Ali, quarenta famílias vão conhecer diretamente os benefícios de compartilhar 20 milhões de litros de água.

“É um trabalho que dá prazer à gente. Como o prefeito sempre diz: a água nós não sabemos fazer, mas sabemos fazer as aguadas e barragens. Esta visita foi importante para mostrar o trabalho sério que o Governo Municipal faz na zona rural de Vitória da Conquista”, declarou o secretário municipal de Agricultura, Odir Freire.

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