Nébia Oliveira tem muitos motivos para sorrir – em casa e no trabalho

Segundo a servidora, a aprovação no concurso aberto pela Prefeitura chegou ‘na hora certa’ e a ajudou a manter sua casa cheia de gente e de alegria

Aos 51 anos, Nébia Mara Prates de Oliveira já provou ser uma mulher com inesgotável capacidade de se reinventar. Teve de fazer isso pelo menos duas vezes na vida. Na primeira, em 1999, estava recém-separada do primeiro marido e com três filhos pequenos. Para garantir a renda, foi trabalhar fora de casa pela primeira vez na vida. Numa das tentativas de garantir sua autonomia, concorreu a uma das vagas do concurso público aberto naquele ano pela Prefeitura de Vitória da Conquista. Aprovada, foi admitida em fevereiro de 2000 na Administração Municipal. Atualmente, trabalha na Ouvidoria Geral do Município.

A segunda reviravolta foi em 2014. Nébia já vivia com o atual marido havia mais de dez anos, seus três filhos eram adultos e lhe haviam dado quatro netas. Ainda assim, ela se entregou à incumbência de desempenhar novamente o papel de mãe, acrescentando mais quatro crianças à prole que já tinha em casa.

Há muitos outros fatos que contribuem para contar a história de Nébia. Ela e sua família estiveram entre os primeiros moradores do bairro Vilas Serranas, para onde se mudaram no início dos anos 90. Pouco depois de se casar, abandonou os estudos durante a gravidez da segunda filha. Os afazeres domésticos a mantiveram longe das salas de aula – e do mercado de trabalho – durante 18 anos. Quando se separou, a necessidade de sustentar a família, sozinha, levou-a rever sua situação.

Aproveitando-se de alguns talentos de que dispunha, ela trabalhou com artesanato, vendendo cestas e outros artigos que ela mesma confeccionava. Além de retorno financeiro, essa atividade lhe serviu como uma forma de terapia. “Isso me ajudou muito, pelo fato de envolver a arte”, diz.

‘Bênçãos’ – Ao mesmo tempo em que vendias suas peças artesanais, Nébia estudava em casa para o concurso. Por isso, a notícia da aprovação no certame foi motivo de comemoração entre os familiares, e até hoje a emociona. “Agradeço muito a Deus por esse trabalho. Veio na hora certa. Eu deveria ter entrado mais cedo no mercado de trabalho, mas, mesmo assim, foi bom, porque pude estar presente na vida dos meus filhos”, reflete a servidora.

Depois de garantir o trabalho fixo, Nébia seguiu os conselhos de um colega de trabalho e voltou a estudar. Matriculou-se em cursos supletivos e conseguiu completar o Ensino Fundamental e o Médio. Depois, na modalidade à distância, fez o curso de Administração e uma pós-graduação na mesma área, além de uma grande variedade de cursos mais curtos, direcionados a outras áreas. Sua casa é repleta de certificados. “Gosto de estudar e de aprender”, afirma.

“Quando me vi andando com meus próprios pés, foi grandioso. Daí para a frente, foram só bênçãos”, conta Nébia, que também costuma utilizar esta última palavra para se referir às mais novas integrantes da família: quatro meninas, cuja guarda provisória lhe foi confiada pelo Juizado da Infância e da Juventude.

‘Casa cheia’ – A segunda reviravolta na vida de Nébia começou durante uma conversa no trabalho, quando alguém comentou sobre uma família existente no bairro Pedrinhas: era uma mãe com cinco filhos, todos vivendo em situação de vulnerabilidade social. Nébia se interessou pelo assunto e, à medida que a conversa foi avançando, ela descobriu tratar-se de uma sobrinha sua. E não hesitou em ir visitá-la para verificar pessoalmente a situação das crianças. Daí, surgiu o desejo de obter-lhes a guarda provisória. Não foi uma decisão fácil, principalmente para os familiares da servidora. Mas, conforme ela mesma conta, a opção foi reforçada pelo apoio que recebeu dos filhos e do marido. “Ele me disse: ‘se você não ficar com essas crianças, sei que vai sofrer muito’. Ele me apoiou”, relata.

Isso foi há cerca de um ano. Hoje, as meninas estão com 12, 10, 6 e 2 anos. Somando com Nébia, o marido, os dois filhos e as duas netas que moram com ela, chega-se a um total de dez pessoas. À família, a servidora dedica praticamente todo o tempo que passa em casa. “É bom demais ter a casa cheia. É muita alegria, pois você descobre uma coisa nova a cada momento. Também tem a hora dos puxões de orelha, mas mesmo assim é essa alegria”, garante.

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