Natal da Cidade: evento terá homenagem a J. Murilo

O artista plástico será tema de uma exposição no Memorial Régis Pacheco, a partir de 8 de dezembro

Foto: http://luzdefifo.blogspot.com.br/

Assim como tem ocorrido nos últimos três anos, em meio à programação do Natal da Cidade, a Prefeitura de Vitória da Conquista reservará uma sala do Memorial Régis Pacheco para homenagear um artista local. Após Dão Barros e Altino Araújo, chegou a vez de J. Murilo, que faleceu em abril deste ano, aos 76 anos, em decorrência de uma para cardíaca. A partir do dia 8 de dezembro, estará aberta ao público, de forma gratuita, uma exposição com obras do vasto acervo do artista plástico e vídeos que trazem coletâneas de fotografias e entrevistas.

Foto: http://luzdefifo.blogspot.com.br/

O reconhecimento à obra de J. Murilo, por parte do Governo Municipal, já vem de longe. Afinal, uma de suas obras compõe o acervo permanente do Memorial Régis Pacheco. Trata-se do quadro “Imperial Vila da Vitória”, produzido em 2008, em que o artista reproduz a cena de uma típica feira livre na antiga Rua Grande, existente nos primórdios do município de Vitória da Conquista. “É um dos artistas de maior expressão na Bahia e no Brasil”, define o secretário municipal de Cultura, Gildelson Felício, ao justificar a opção da Prefeitura por homenagear J. Murilo. “Trata-se de alguém que deve sempre ser homenageado pela magnitude de sua obra”.

Foto: http://jmurilo.webnode.com.br/

‘Unanimidade’ – O gerente municipal de Cultura, Date Sena, também é artista plástico e conviveu com J. Murilo durante vinte anos, entre exposições coletivas e participações em bienais. Segundo ele, foi “unânime” a decisão de lembrar o nome do artista. “A obra dele é muito expressiva e marca sua passagem por Vitória da Conquista. A intenção do Governo Municipal é fazer com que ela seja sempre lembrada”, diz.

As obras que deverão compor a exposição em homenagem a J. Murilo foram cedidas à Prefeitura pelos familiares do artista. Segundo Breno Oliveira, um dos cinco filhos, essa foi uma forma de reafirmar a importância de seu pai e a relevância da obra deixada por ele. “Ficamos lisonjeados pela homenagem, por conta da valorização em vida e após a morte”, agradece Breno. “Essa é uma forma de ele se manter vivo, através da sua arte”.

O artista – José Murilo Batista de Oliveira, o J. Murilo, foi um conquistense por adoção, já que viveu em Vitória da Conquista durante quatro décadas. Nasceu na cidade mineira de Cordisburgo, a mesma do grande escritor João Guimarães Rosa, em 1º de novembro de 1936. A obra de Rosa, aliás, influenciaria para sempre a de seu conterrâneo. Ambas foram caracterizadas pelo esforço para se atingir um primitivismo cujo resultado, em muitos casos, chega a emocionar. Isso ocorreu – e continua a ocorrer – tanto aos leitores de Guimarães Rosa quanto aos apreciadores dos quadros de J. Murilo.

Transpor a literatura de Rosa para as telas foi um dos desafios a que J. Murilo se propôs. Retratou passagens do universo do escritor mineiro na série “O Diabo nas Veredas Mortas”, por meio de exposições como “O Cortejo de Diadorim”, “Medeiros Vaz”, “Bambual do Boi”. Em 2001, o artista participou do I Congresso Internacional Guimarães Rosa, realizado em Minas Gerais. O evento – no qual J. Murilo teve quatro telas premiadas – expôs obras de artistas de várias partes do mundo.

J. Murilo participou de mais de 60 exposições individuais e coletivas, tendo recebido mais de uma dezena de premiações. Suas obras estiveram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

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