Moradores das Urbis IV e V se reúnem em plenária do Orçamento Participativo

Seis delegados e três suplentes foram eleitos na 35ª reunião do ano

Assim que chegou a Vitória da Conquista, em 1997, a assistente social Maria de Fátima Amorim foi morar no bairro Urbis V, situado na zona oeste da cidade. E, já de cara, deparou-se com a primeira edição do Orçamento Participativo. Naquele ano, na plenária que contemplou seu bairro, ela e os novos vizinhos solicitaram à Prefeitura uma solução para um problema que lhes preocupava na época: os transtornos causados por enxurradas.

Ela recorda: “Nas primeiras chuvas, a água descia e derrubava tudo. E, exatamente com o OP, nós conquistamos já o primeiro benefício, que foi um serviço feito entre o Cidade Maravilhosa e o Urbis V. Era uma contenção para que a água não viesse com muita força para o nosso bairro”.

A demanda foi eleita como indicação e levada para o 1º Congresso do OP, onde foi aprovada como prioridade. A Prefeitura honrou o compromisso, a demanda foi atendida, e o problema, resolvido. Por esse motivo, Maria de Fátima continuou a participar, ao longo dos anos.

Por isso, na última quinta-feira, 24, durante a 35ª plenária de 2015, no Salão da Paróquia Santa Luzia – curiosamente, o mesmo lugar onde fora realizada a plenária de 1997 – Maria de Fátima fez questão de reiterar sua confiança nesse instrumento de participação popular. “O OP, para mim, é onde a população participa de verdade. Ela sabe quanto tem para gastar e onde se vai gastar”, sintetizou.

‘Poder e liberdade’ – Opinião bem semelhante, a respeito do OP, foi manifestada pelo servidor público Laudemir Ribeiro, ex-presidente da associação de moradores do Urbis V: “A comunidade tem o poder e a liberdade de sentar, reunir, ouvir e discutir aquilo que é bom para o bairro. Esse é um projeto muito bom: juntar as comunidades e discutir aquilo que está sendo reivindicado para o bairro”.

Além da Urbis V, a plenária contemplou também os moradores da vizinha Urbis IV – como Mauriza de Paula Pereira, conhecida na comunidade como “Maura”. Desde que foi convocada pela Prefeitura, devido à sua aprovação no concurso público promovido em 2013, ela trabalha como manipuladora de alimentos na Escola Municipal Irmã Barbosa.

Também experiente na relação com o OP, Maura defende que a população só teria a ganhar se participasse das plenárias de forma mais intensa. “As pessoas às vezes não sabem a importância do OP para as suas comunidades tanto urbanas quanto rurais. É onde são discutidos os problemas e o destino dos recursos”, afirmou.

‘Atitude corajosa’ – A plenária do dia 24 reuniu exatamente 60 pessoas das Urbis IV e V – número que lhes garantiu o direito de enviar seis delegados e três suplentes ao 11º Congresso do OP, agendado para 31 de outubro, no auditório do Cemae. Lá, eles terão a missão de ‘trabalhar’ para que as demandas indicadas por seus pares sejam aprovadas entre as prioridades que nortearão o trabalho da Prefeitura pelos próximos dois anos.

Enquanto isso, a equipe do OP continua a percorrer as localidades urbanas e rurais de Vitória da Conquista, a fim de coletar as demandas que serão apreciadas durante o evento. O coordenador do OP, João Alberto Rodrigues, afirma que, embora seja um processo complexo, há grandes compensações, principalmente para a comunidade. “São aproximadamente 65 plenárias. Em cada uma, são eleitas cinco reivindicações. Isso significa mais recursos públicos para serem gastos. Então, é uma atitude inteligente e corajosa do Governo Municipal continuar a trabalhar com essa peça fundamental”, pontuou Rodrigues.

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