P@po Ativo na Segunda Igreja Batista

A tarde deste sábado (09) foi de comemorações e reflexões sobre o Dia Internacional da Mulher promovida pela Coordenação de Políticas para Mulheres e Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (CRAV).

O primeiro evento da tarde foi um convite do Ministério de Mulheres da Segunda Igreja Batista que promoveu uma tarde de comemoração ao dia mulher. “Nós somos batistas e temos a preocupação de que os casamentos sejam harmonizados. Nós temos a preocupação também de que nenhuma mulher sofra a violência por não querer se separar daquele casamento, então a gente visou trazer uma palavra de esclarecimento. As mulheres da Segunda Igreja querem ser esclarecidas, pois a submissão que a Bíblia fala é ao amor do marido e não a violência” informou a representante do Ministério de Mulheres, Maria Isabel Borges.

Ministério de Mulheres recebeu a equipe do CRAV

Durante o evento da Segunda Igreja, a coordenadora de Políticas para Mulheres, Dayana Andrade, apresentou o serviço oferecido pelo CRAV que é responsável pelo atendimento de mulheres vítimas de violência e a psicóloga Silvia Ticiana falou sobre as cinco formas de violência tipificados na Lei Maria da Penha.

“Violência física (bater, chutar, amarrar e empurrar), a violência moral (caluniar, difamar, injuriar), violência patrimonial (destruir objetos, controlar a vida financeira sem autorização, impedir o trabalho, ocultar bens), violência psicológica (chantagear, insultar, ridicularizar, humilhar e isolar) e violência sexual (estuprar, impedir o uso de método contraceptivo e exigir práticas que a mulher não goste)” esclareceu à psicóloga.

No fim da tarde, foi a vez de atender ao convite do Shopping Boulevard e realizar o P@po Ativo com Silvia Ticianna (Psicóloga do CRAV), Sâmia Louise (Jornalista), Gracianny Bittencourt (psicóloga) e Ingrid Teixeira (Biotecnologista, Bióloga, Professora, Mãe, Negra, Cristã e Feminista), com o tema: “Todo Carnaval tem o seu fim”.

Debate sobre violência contra mulher no Shopping Boulevard

“Quando nós pensamos neste tema nossa ideia foi debater os diversos tipos de violência que são vivenciadas nesse período, abordando a legitimação e permissividade da violência contra a mulher, a objetificação e a violência presente nas músicas”, esclareceu Dayana Andrade.

Durante o papo no Boulevard as debatedoras falaram sobre todos os aspectos da luta por direitos iguais, com um recorte no carnaval, onde o número de abuso contra as mulheres aumentam, a exemplo do racismo como comentou Ingrid Teixeira: “No carnaval o corpo negro chega no auge do hiper sexualizado, neste sentido nós observamos o quanto existe a hierarquia também neste aspecto. Além de sofrer por ter seu corpo objetificado por ser mulher, as mulheres negras sofrem o dobro de preconceito durante a festa. É importante esta desconstrução e pesarmos em cada passo que nós dermos, será que eu estou sendo machista? será que eu estou sendo racista?” .

Programação de debates no Boulevard segue até o dia 12 de março

A programação Março Mulher, “Sejamos Fortes e Corajosas” segue até o dia 30 de março com diversas atividades.
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