Nájila Rodrigues dos Santos: “A limpeza pública é a base para o nosso bem-estar”

Mais do que a coleta de lixo em espaços e vias urbanas, o trabalho do gari é importante para a preservação da cidade e para garantir a saúde pública. Mesmo tendo apenas 3 anos atuando na área, Nájila Rodrigues dos Santos, 26 anos, se sente orgulhosa por estar entre os profissionais que desbravam as ruas com a missão de deixá-las mais limpas. “A limpeza pública é a base para o nosso bem-estar. Saber que a minha função é cuidar da nossa cidade é um orgulho muito grande”, afirma.

A rotina da servidora, assim como a dos demais garis do município, se inicia às 7 da manhã, com o trabalho de varrição das principais avenidas. Nesse processo é feita a retirada de papel, plástico, terra e em alguns casos até a pintura de guias. É graças ao sustento provido por esse trabalho que ela se mantém morando sozinha, conciliando as obrigações com os estudos. “Uma das minhas metas para o próximo ano é ingressar na faculdade de história. É graças ao meu trabalho que hoje tenho condições para correr atrás deste sonho”, complementa.

Nájila é uma entre os demais profissionais que contribuem para que diariamente sejam coletados, apenas em Vitória da Conquista, cerca de 250 toneladas de lixo. Dessa forma eles auxiliam na manutenção do município e evitam inúmeros outros problemas, como o fechamento de bueiros em períodos de chuva, a proliferação de doenças, do mau odor e da sujeira em espaços públicos. “Sem o gari, uma cidade não sobrevive. É por meio do trabalho desses profissionais que reduzimos o índice de doenças causadas por essa sujeira”, afirma o supervisor da Coordenação de Limpeza Pública, Tiago Lelis.

Marlúcia Soares: “Nosso maior problema tem sido no centro, com os panfletos que as pessoas insistem em jogar no chão”

Com mais de 15 anos atuando como supervisora, Marlúcia Soares coordena três equipes, que atuam nos bairros Recreio, Jurema e Centro. Mesmo garantindo a eficiência do trabalho que vem sendo feito, ela afirma que a falta de engajamento da população prejudica o resultado final dessas ações.  “Atualmente, o nosso maior problema tem sido no centro, com os panfletos que as pessoas insistem em jogar no chão. Mesmo com a ampliação no número de lixeiras, os hábitos não mudam”, afirma, estimulando a reeducação dos passantes.