O 18 de maio é Dia de Luta Antimanicomial. Instituído em 1987, o dia reforça os direitos à liberdade, ao convívio social e ao tratamento para pessoas em sofrimento mental. É mais um momento de lembrar da luta pelo fim dos manicômios e de suas práticas excludentes, violentas e desumanas.

Neste ano, a data tem como tema “No isolamento você aprende a valorizar a liberdade. Então, por que trancafiar pessoas? ”. A escolha da temática tem o objetivo de trazer reflexões sobre os impactos causados pelo isolamento e as fragilidades humanas, sinalizando a importância e necessidade das relações sociais, afetivas e laborais como estruturantes para modos de vida saudáveis.

A coordenadora municipal de Saúde Mental, Thayse Fernandes, explica que a Secretaria de Saúde tinha planos para realização de um seminário. “Naturalmente o evento não poderá ser realizado, mas teremos outras oportunidades de repensarmos, inclusive de avaliarmos, o sentido do isolamento que hoje afeta a todos nós e que foi uma prática imposta a tantas pessoas com sofrimento mental ao longo da história”, destacou.

Segundo a gestora, apesar das restrições impostas com a pandemia no novo coronavírus, os serviços no Ambulatório de Saúde Mental e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) continuam sendo oferecidos, obedecendo às medidas de prevenção e regras de distanciamento social.

Também está em funcionamento a Residência Terapêutica – uma moradia para pessoas com transtornos mentais que viveram em mais de dois anos em hospitais psiquiátricos e não puderam retornar para suas casas por já não existirem mais vínculos ou referências familiares.

“Hoje, para nós, a reforma psiquiátrica se materializa quando vemos o funcionamento desse espaço, onde estão pessoas que viveram em hospitais psiquiátricos, e que a cada dia conquistam autonomia e demonstram manifestações diversas de afeto, de sentimentos e de desejos”, concluiu Thayse.